A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (13) o registro da Fluprevli, uma nova vacina trivalente destinada à prevenção da influenza. O imunizante poderá ser aplicado em pessoas a partir dos seis meses de idade e oferece proteção contra cepas dos vírus influenza A e B.
De acordo com a Anvisa, a aprovação foi concedida após a análise de estudos clínicos que demonstraram resultados positivos em relação à segurança, qualidade e eficácia da vacina. Os testes apontaram elevados índices de soroproteção e soroconversão, parâmetros utilizados para avaliar a capacidade do organismo de produzir anticorpos após a imunização.
Segundo os dados apresentados, a Fluprevli alcançou eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.
O imunizante é produzido a partir de vírus fragmentados e inativados, tecnologia que impede o desenvolvimento da doença após a aplicação. A função da vacina é estimular o sistema imunológico a reconhecer o vírus e produzir anticorpos, reduzindo o risco de infecção e, principalmente, de complicações associadas à gripe.
A influenza é uma infecção viral respiratória de alta transmissibilidade e representa um importante desafio para a saúde pública, especialmente durante os períodos de maior circulação do vírus. Entre os principais sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, dores musculares, fadiga e mal-estar. Em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade, a doença pode evoluir para quadros graves, incluindo pneumonia, insuficiência respiratória e necessidade de internação.
Especialistas reforçam que a vacinação anual permanece como a principal estratégia para prevenir a gripe e reduzir a circulação do vírus. Como as cepas da influenza sofrem alterações frequentes, a composição das vacinas é atualizada periodicamente para acompanhar as variantes com maior circulação em cada temporada.
Com a aprovação do registro pela Anvisa, a Fluprevli passa a integrar o grupo de vacinas autorizadas para uso no Brasil. A autorização confirma que o imunizante atende aos critérios exigidos pela agência reguladora quanto à qualidade, segurança e eficácia, permitindo sua comercialização e futura disponibilização de acordo com as estratégias definidas pelas autoridades de saúde.

