Júri condena pai a 71 anos por feminicídio da própria filha no Oeste de Santa Catarina

Justiça

Um homem de 42 anos foi condenado a 71 anos de reclusão pelos crimes cometidos contra a própria filha, uma criança de apenas 1 ano e 9 meses. O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (10), após sessão de júri popular realizada no Fórum da comarca de Ponte Serrada, no Oeste do estado.

O réu, Valmir Rodrigo Pegoraro, foi responsabilizado pela morte da filha, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, crime ocorrido em maio do ano passado, no interior do município de Vargeão.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o julgamento se estendeu por mais de 10 horas, sendo concluído após a deliberação dos sete jurados sorteados, entre homens e mulheres. À época dos fatos, o acusado já cumpria pena em regime aberto por violência doméstica.

A condenação engloba os crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. No caso do homicídio, o conselho de sentença reconheceu agravantes como o fato de a vítima ser menor de 14 anos, o uso de asfixia como meio de execução e a utilização de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa. A pena aplicada para este crime foi de 60 anos de prisão, considerando ainda a confissão como atenuante.

Pelo crime de sequestro, a Justiça fixou pena de oito anos, levando em conta qualificadoras como o vínculo familiar, a idade da vítima e o sofrimento físico e psicológico causado. Já no caso de ocultação de cadáver, foram consideradas agravantes como reincidência, motivo torpe e a tentativa de assegurar a impunidade, resultando em pena de três anos.

Com a soma das condenações, a pena total chegou a 71 anos de reclusão, sem possibilidade de recorrer em liberdade. O réu já estava preso desde a época do crime e, após o julgamento, foi encaminhado à unidade prisional de Chapecó.

O julgamento contou com a atuação de quatro advogados na defesa, enquanto a acusação também foi sustentada por uma equipe com o mesmo número de profissionais.

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