Permita-se se quebrar quantas vezes, couber-lhe necessariamente, para que então, inteiro esteja;
Ainda que demores uma primavera inteira para renascer, ou se precisar, um ano inteiro;
Leve o tempo que for preciso para juntar cada minucioso fragmento em seu lugar e quebre a cabeça tentando encaixar cada pecinha parecida no lugar certo;
Mesmo que falte cola ou fita para remendar aquilo que não tem certeza, e embora, isso não aconteça… Apenas faça!
Refaça, se invente cante no chuveiro aquela canção antiga que a melodia não sai da cabeça;
O vento há de levar embora toda a poeira, enrustida em tamanha tristeza de tempestades difíceis que pareciam nunca passar;
Assim como num piscar de olhos a ampulheta eterna do tempo não para de contar, o ponteiro do relógio girar e a face envelhecer;
Sorria sem padecer desespero
Ame embora odeie
Parta quando pensar em desistir
E jamais esqueça:
A vida passa num sopro, rápido e o tempo e o que é eterno deixamos nos momentos que nem percebemos passar;
Autoria de: Gustavo Rático

