Uma criança de três anos foi resgatada com vida na manhã desta terça-feira (30), após permanecer cerca de seis dias sob os escombros de um edifício residencial em Caracas, capital da Venezuela. O salvamento ocorreu após horas de trabalho ininterrupto realizado por uma equipe de busca e resgate da Jordânia, que atua no país em apoio às operações após os fortes terremotos registrados na semana passada.
De acordo com a Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, os socorristas utilizaram equipamentos especializados e tecnologia de monitoramento térmico para localizar a criança e acompanhar seus sinais vitais durante toda a operação. O trabalho exigiu a remoção cuidadosa dos destroços até que os profissionais conseguissem alcançar a vítima em segurança.
Em comunicado, o órgão jordaniano informou que a equipe atuou durante horas utilizando equipamentos de última geração para retirar os escombros, garantindo que o resgate fosse realizado sem causar ferimentos à criança.
Imagens divulgadas pela DSP mostram os socorristas utilizando ferramentas de corte para abrir passagem entre as estruturas colapsadas, enquanto acompanhavam a situação no interior dos escombros por meio de dispositivos de monitoramento.
Equipes internacionais reforçam operações de resgate
As buscas por sobreviventes seguem em diversas regiões da Venezuela com o apoio de equipes especializadas de vários países. Os terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2 provocaram o desabamento de centenas de construções, deixando milhares de pessoas afetadas e um elevado número de desaparecidos.
As áreas mais atingidas concentram-se no litoral da porção leste do país. Entre elas, La Guaira é apontada como a cidade que sofreu os maiores danos. O desastre também atingiu Caracas e Maiquetía, onde está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que permanece fechado por tempo indeterminado. Outros terminais internacionais, como o aeroporto de Valencia, já retomaram as operações.
Número de vítimas continua aumentando
O governo da Venezuela informou que o número de mortos em decorrência dos terremotos chegou a 1.719. O balanço oficial também aponta 5.034 feridos, além de 15.866 pessoas desalojadas.
Segundo as autoridades, 22.619 pessoas receberam atendimento hospitalar após o desastre. O governo ressalta que os dados ainda são provisórios e podem ser atualizados conforme o avanço das operações de busca.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), estima que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos tremores. A projeção da entidade também indica que cerca de 50 mil pessoas seguem desaparecidas em consequência da tragédia.

