Uma pesquisa do Instituto MAPA, contratada pela Jovem Pan News, aponta que 64% dos eleitores entrevistados em Santa Catarina afirmam rejeitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 22 de julho e divulgado nesta quinta-feira (23).
O estudo também mostra vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na intenção de voto para a Presidência da República no estado. O senador aparece com 51,1%, enquanto Lula registra 17,7%. A diferença entre os dois candidatos é de 33,4 pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 1.008 eleitores distribuídos por 88 municípios de diferentes regiões de Santa Catarina. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01225/2026 e no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) com o registro SC-02249/2026.
Rejeição concentra maior índice em Lula
No levantamento sobre rejeição, Lula aparece na primeira posição, com 64%. Flávio Bolsonaro vem na sequência, com 24,8%.
Entre os demais nomes testados, Ronaldo Caiado (PSD) registra 4,6%, Romeu Zema (Novo) aparece com 3,6% e Renan Santos (Missão) tem 3,2%.
Além disso, 6,2% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 5,5% não souberam responder.
Cenário estimulado mostra liderança de Flávio Bolsonaro
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro alcança 51,1% das intenções de voto. Lula aparece com 17,7%.
Ronaldo Caiado registra 5,4%, seguido por Romeu Zema, com 5,1%, e Renan Santos, com 3,7%. Brancos e nulos somam 6,9%, enquanto 10,1% dos entrevistados não souberam responder.
Os percentuais apresentados incluem votos brancos, nulos e eleitores indecisos. Por esse motivo, os números não representam uma projeção de votos válidos.
Evolução dos números desde março
A série histórica do Instituto MAPA mostra relativa estabilidade de Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro. O senador tinha 53,5% em março, passou para 50% em junho e aparece agora com 51,1%.
Lula, por outro lado, registrou 13,4% em março, subiu para 21,1% em junho e caiu para 17,7% na pesquisa de julho.
Entre os demais candidatos, Romeu Zema passou de 7,5% para 5,1% no período analisado. Ronaldo Caiado oscilou de 5,2% para 5,4%, enquanto Renan Santos variou de 4,1% para 3,7%.
Pesquisa foi divulgada após visita de Lula a Itajaí
O levantamento foi realizado após a visita de Lula a Santa Catarina, em 26 de junho. Na ocasião, o presidente participou de um evento em um estaleiro de Itajaí responsável pela construção de embarcações para a Petrobras.
Durante o discurso, Lula criticou uma proposta do governo estadual relacionada à extinção de cotas raciais nas universidades. O presidente também afirmou que o crescimento econômico de Santa Catarina poderia levar parte da população a se considerar superior a outras regiões do país e fez uma comparação com a ideia de hegemonia racial.
Na mesma agenda, Lula também criticou a ausência do governador Jorginho Mello (PL) no evento.
Declarações provocaram reação política
Após o discurso, Jorginho Mello informou que pretendia apresentar uma representação contra Lula na Procuradoria-Geral da República. O governador afirmou que as declarações do presidente associaram os catarinenses ao racismo e acusou Lula de visitar Santa Catarina apenas para fazer críticas ao estado.
Em 30 de junho, o PL também protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral. O partido alegou que as declarações poderiam configurar discurso de ódio contra a população catarinense e propaganda eleitoral antecipada.
A representação citou a Lei nº 7.716/1989, que trata de crimes relacionados à discriminação, além de dispositivos da legislação eleitoral. O governo federal nega as acusações e afirma que o presidente respeita a diversidade da população.

