O fim da escala 6×1 será o principal tema defendido pelas centrais sindicais nos atos do Dia do Trabalhador, celebrados nesta sexta-feira (1º) em diversas regiões do país. A mobilização ocorre de forma descentralizada e tem como objetivo ampliar o debate sobre melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os trabalhadores.
Atualmente, propostas que tratam do encerramento desse modelo de jornada já tramitam no Congresso Nacional. Entre elas, está um projeto de lei encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tramita em regime de urgência e prevê, além do fim da escala 6×1, a redução da carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
Na São Paulo, as atividades ocorrerão em diferentes pontos da cidade. A Central Única dos Trabalhadores inicia sua programação às 14h, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, com ações que incluem atividades culturais, prestação de serviços e debates políticos. O objetivo é fortalecer a mobilização da classe trabalhadora e ampliar o diálogo com a população.
Além do fim da escala 6×1, a CUT também destaca outras pautas consideradas prioritárias, como a redução da jornada sem diminuição salarial, o combate à precarização do trabalho, o enfrentamento à pejotização e a valorização das negociações coletivas. Questões sociais, como o combate ao feminicídio e a defesa de direitos dos servidores públicos, também integram a agenda.
Outras centrais também organizam atividades. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil realizará concentração na Praça Franklin Roosevelt, a partir das 9h, com foco na defesa de direitos trabalhistas e na necessidade de políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda.
Já a União Geral dos Trabalhadores promove o lançamento da 12ª edição da Expo Paulista, na Avenida Paulista. A exposição contará com 30 painéis que abordam a trajetória, os desafios e as conquistas dos trabalhadores brasileiros. A mostra ficará disponível até o dia 31 de maio e tem expectativa de grande público.
A Central dos Sindicatos Brasileiros, por sua vez, realizará atos em cidades do interior paulista, como Araçatuba, Itatiba, Ribeirão Preto e Osasco. A proposta é descentralizar as mobilizações, aproximando os eventos das bases e ampliando a participação dos trabalhadores.
Neste ano, o 1º de Maio vai além das celebrações tradicionais e ganha caráter de mobilização nacional, com foco em reivindicações que buscam mudanças nas relações de trabalho e melhores condições para a população trabalhadora.

