A Esquadrilha da Fumaça proporcionou um espetáculo aéreo gratuito que atraiu aproximadamente 40 mil pessoas no último domingo (21), em Florianópolis. A apresentação foi realizada na Beira-Mar Continental como parte das comemorações pelos 100 anos da Ponte Hercílio Luz e pelos 85 anos da Base Aérea de Florianópolis (BAFL).
Com duração aproximada de 40 minutos, a demonstração reuniu sete aeronaves A-29 Super Tucano, da Força Aérea Brasileira (FAB), que executaram cerca de 50 manobras de alta precisão. O céu da capital catarinense e a tradicional Ponte Hercílio Luz serviram de cenário para o espetáculo.
Por volta das 16h, o som dos motores marcou o início da apresentação. Ao longo da exibição, os pilotos realizaram manobras sincronizadas, incluindo loopings coletivos, formações clássicas como Diamante, Cardume e Seta, além de cruzamentos entre aeronaves e voos invertidos, evidenciando o elevado nível técnico do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA).
O encerramento emocionou o público presente na orla. Como já é tradição nas apresentações da equipe, os pilotos desenharam um grande coração de fumaça no céu, gesto que foi recebido com aplausos dos espectadores.
Missão da Esquadrilha da Fumaça
O Esquadrão de Demonstração Aérea tem como principal missão representar a Força Aérea Brasileira dentro e fora do país. Além disso, busca demonstrar a capacidade tecnológica da indústria aeronáutica nacional, destacar o elevado nível de treinamento dos pilotos militares brasileiros, incentivar a cultura aeronáutica e fortalecer o sentimento patriótico entre a população.
Como é formada a equipe
Atualmente, a Esquadrilha da Fumaça conta com 15 pilotos dedicados exclusivamente às atividades do esquadrão. As demonstrações são realizadas por sete posições de voo, identificadas pelos números de 1 a 7: Líder (Fumaça #1), Ala Direita (Fumaça #2), Ala Esquerda (Fumaça #3), Ferrolho (Fumaça #4), Ala Esquerda Externa (Fumaça #5), Ala Direita Externa (Fumaça #6) e Isolado (Fumaça #7), responsável pelas manobras solo.
Cada piloto permanece na mesma posição durante todo o período em que integra a equipe. Para se tornar um integrante da Esquadrilha da Fumaça, o militar deve ser piloto operacional da FAB, atuar de forma voluntária, possuir pelo menos 1.500 horas de voo, sendo 800 horas como instrutor. A seleção é rigorosa e exige aprovação unânime dos membros do esquadrão, considerando critérios como habilidade técnica, experiência, coordenação motora, trabalho em equipe e relacionamento interpessoal.
Além dos pilotos, a equipe é composta por cinco oficiais de diferentes especialidades, graduados responsáveis pela manutenção das aeronaves e profissionais da área administrativa. Todos os integrantes são escolhidos pelo Conselho Operacional da Unidade Aérea. Em média, cada piloto permanece cerca de dois anos na equipe antes de retornar aos esquadrões operacionais da Força Aérea Brasileira para dar continuidade à carreira militar.

