Um trabalhador que havia acabado de ser contratado por uma indústria em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, sofreu um grave acidente de trabalho apenas três dias após assumir a função. O caso terminou com a homologação de um acordo judicial no valor de R$ 550 mil.
De acordo com os autos do processo, o operador foi admitido para atuar no manuseio de máquinas industriais quando, no início da atividade, teve quatro dedos da mão amputados ao ser atingido por uma guilhotina utilizada no corte de peças metálicas.
O acidente ocorreu logo nos primeiros dias do vínculo empregatício, período em que o trabalhador ainda estava em fase inicial de adaptação à rotina da fábrica. A lesão provocou uma mudança permanente em sua condição física e impacto direto em sua vida profissional.
Na ação trabalhista, o autor pediu indenização por danos morais, materiais e estéticos, argumentando prejuízos financeiros e psicológicos decorrentes da amputação. O valor inicialmente pleiteado chegava a aproximadamente R$ 2,7 milhões.
O processo tramitou na 2ª Vara do Trabalho de Jaraguá do Sul e foi encerrado por meio de conciliação, homologada no dia 10 de junho pela juíza Patrícia Hofstaetter. Com o acordo, as partes encerraram o litígio sem a necessidade de sentença judicial.
A solução negociada evitou a continuidade do processo, que poderia se estender por anos em eventuais recursos e novas fases de instrução. O entendimento entre as partes definiu o pagamento de R$ 550 mil como forma de reparação.
Em decisão recente relacionada a outro caso, a mesma vara trabalhista também homologou um acordo de R$ 1,6 milhão em uma execução que tramitava desde 2018, envolvendo discussão sobre vínculo empregatício em uma indústria da região.
O caso evidencia o uso recorrente da conciliação como mecanismo para encerramento de disputas trabalhistas, permitindo a resolução mais célere de processos que, em outras circunstâncias, poderiam se prolongar por longos períodos na Justiça do Trabalho.

