O pré-candidato ao governo de Santa Catarina João Rodrigues afirmou, durante entrevista ao Jornal Razão, em Tijucas, que o procurador Pedro Rosso, responsável pela denúncia que resultou em um processo contra ele, morreu na mesma cela da carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre onde ele próprio ficou preso em 2018.
A declaração ocorreu durante uma conversa sobre o chamado caso da retroescavadeira. João Rodrigues sustentou que o processo terminou com sua absolvição e não por prescrição. Na sequência, relatou o episódio envolvendo o procurador.
Segundo a versão apresentada pelo pré-candidato, Pedro Rosso teria cometido suicídio enquanto estava detido na carceragem da Polícia Federal. João Rodrigues afirmou ainda que o procurador estaria preso por uma tentativa de estupro.
O relato sobre a morte do procurador e as circunstâncias mencionadas por João Rodrigues não foram confirmados de forma independente pela reportagem.
Pré-candidato contesta processo relacionado à retroescavadeira
Durante a entrevista, João Rodrigues também voltou a falar sobre o processo relacionado à compra de uma retroescavadeira, fato que, segundo ele, teve origem em um edital assinado em 1999, quando ocupava o cargo de vice-prefeito de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina.
Ele afirmou que o procedimento envolvia a aquisição de uma máquina por meio de dação em pagamento de um equipamento usado. Conforme sua explicação, a prática atualmente é comum, mas, naquele período, exigia a existência de uma lei específica.
Na avaliação do pré-candidato, o problema teria sido de natureza formal no edital. Ele também declarou que o voto do relator apontava para sua absolvição por não ter ocorrido dano, dolo ou desvio.
João Rodrigues, contudo, afirmou que a sessão teria sido encerrada para exigir sua condenação e classificou o processo como uma “encomenda”. Na entrevista, também citou os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso ao fazer acusações sobre o caso e declarou que o Superior Tribunal de Justiça teria reconhecido posteriormente a ausência de dano.
João Rodrigues afirma ter sido alvo de retaliação política
Ao comentar a prisão ocorrida em 2018, o pré-candidato afirmou que considera ter sido alvo de uma retaliação política.
Ele mencionou sua participação na articulação pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e sua atuação na CPMI da JBS. João Rodrigues afirmou que essas posições teriam contribuído para que se tornasse alvo de perseguição.
Durante a entrevista, também reconheceu que pode ter cometido excessos em sua atuação política naquele período.
“Confesso que cometi o erro de ser muito duro naquela época”, afirmou.
Declarações ocorreram durante caravana política em Tijucas
A entrevista foi realizada durante a passagem da Caravana da Vitória por Tijucas, no Vale do Rio Tijucas.
João Rodrigues, que deixou a Prefeitura de Chapecó para disputar o Governo de Santa Catarina, participou da entrevista ao lado dos pré-candidatos ao Senado Esperidião Amin e Antídio Lunelli. Carlinhos Chiodini, indicado para a vice, não participou do encontro por compromissos de agenda.
Durante a conversa, o grupo também defendeu a proposta de um “governo humanizado”, fez críticas à relação institucional do governador Jorginho Mello com o Governo Federal e apresentou desafios públicos relacionados à promessa da ViaMar e aos R$ 10 milhões do Molle.

