O Banco Central (BC) promoveu uma atualização nas especificações técnicas do Pix com mudanças voltadas ao gerenciamento de pagamentos recorrentes realizados por meio do Pix Automático. As novas regras já estão em vigor e incluem aprimoramentos técnicos, além de alterações na redação das normas para tornar as funcionalidades mais claras.
A atualização foi publicada por meio da Instrução Normativa BCB 769 e envolve recursos destinados a cobranças que se repetem de forma periódica. Entre os exemplos estão mensalidades de escolas e academias e pagamentos de serviços de streaming.
API Pix amplia automação de cobranças
A API Pix possibilita a integração dos sistemas de empresas diretamente com instituições financeiras. Com essa conexão, é possível automatizar diferentes etapas das cobranças, como a criação de QR Codes para pagamentos imediatos, futuros ou parcelados.
A ferramenta também permite administrar pagamentos recorrentes e realizar a conciliação financeira em tempo real, reduzindo a necessidade de procedimentos manuais.
Segundo o Banco Central, a tecnologia também teve participação na expansão do uso do QR Code dinâmico no comércio brasileiro. Dados do Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 apontam que a modalidade representava 5% das transações em 2021 e chegou a 40% em 2025.
Empresas e MEIs podem utilizar a tecnologia
Empresas e Microempreendedores Individuais (MEIs) podem contratar a API Pix por meio de instituições financeiras e de pagamento que participam do sistema.
Com a integração, a confirmação dos pagamentos pode ocorrer de forma automática, permitindo maior agilidade no recebimento e diminuindo etapas operacionais.
Para o Banco Central, a padronização das ferramentas também favorece a concorrência no setor financeiro. A medida reduz barreiras tecnológicas e abre espaço para que novas soluções voltadas à cobrança e aos pagamentos sejam desenvolvidas.

