O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação “Cura”. A investigação apura a atuação de um enfermeiro suspeito de utilizar sua função profissional para introduzir celulares e entorpecentes no Complexo Prisional de Chapecó.
A ação ocorreu após autorização da Vara Estadual de Organizações Criminosas, que expediu mandado de busca e apreensão contra o investigado. Conforme as apurações, o profissional teria se aproveitado do acesso permitido pela atividade exercida dentro da unidade prisional para transportar materiais ilícitos destinados aos detentos.
Segundo o GAECO, celulares e drogas eram escondidos em embalagens de medicamentos e insumos médicos que tinham como destino o complexo prisional. A suspeita surgiu no decorrer das investigações da Operação “Sodalitas Finis”, da qual a nova ação é um desdobramento.
Os materiais encontrados durante o cumprimento da ordem judicial foram encaminhados à Polícia Científica, onde deverão passar por exames periciais.
Investigação segue sob sigilo
A investigação permanece sob sigilo judicial. Por esse motivo, outras informações sobre o caso deverão ser divulgadas somente conforme houver autorização da Justiça.
A Operação “Cura” contou com o apoio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital. Desde julho de 2025, a unidade teve sua atuação ampliada pelo Ato n. 769/2025/PGJ e passou a exercer atribuição em todo o território de Santa Catarina no enfrentamento às organizações criminosas.
O nome da operação faz referência à atividade profissional do investigado e ao suposto desvio de finalidade no uso de sua função. As circunstâncias apuradas agora serão analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

