A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), uma operação para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão relacionados ao homicídio registrado no dia 3 de abril, no interior de Capinzal.
O crime aconteceu na comunidade de Fazenda Santo Antônio e teve grande repercussão no município após a vítima ser encontrada morta às margens de uma estrada de chão.
Na data do crime, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 5h30 e localizaram o homem já sem sinais vitais, a cerca de um quilômetro de um pesque-pague da região. Conforme as informações apuradas no local, a vítima apresentava graves ferimentos na cabeça e lesões nos pulsos.
Próximo ao corpo, os policiais encontraram uma pedra, que pode ter sido utilizada nas agressões, além de uma munição intacta e uma cápsula deflagrada.
Posteriormente, a vítima foi identificada como Greguri Aron de Souza, de 32 anos. Os laudos periciais apontaram um corte profundo na parte superior do crânio, ferimentos na região frontal da cabeça e marcas nos pulsos.
A operação desta quarta-feira foi coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Joaçaba, com apoio da DIC de Videira e de outras unidades da Delegacia Regional de Polícia de Joaçaba.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário da comarca de Capinzal.
Segundo a Polícia Civil, duas prisões ocorreram em Videira e outras duas em Capinzal. Durante a ação, aparelhos celulares e outros objetos considerados importantes para a investigação também foram apreendidos.
As investigações apontam que Greguri Aron foi vítima de disparo de arma de fogo e também sofreu agressões com pedradas na região da face. Os quatro presos são suspeitos de participação no homicídio.
Conforme a Polícia Civil, as prisões temporárias possuem prazo de 30 dias. O pedido foi apresentado após semanas de investigação e coleta de informações, sendo autorizado pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público.
Após os procedimentos na Delegacia de Joaçaba, os suspeitos foram encaminhados ao Presídio Regional, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer totalmente a motivação do crime, a dinâmica da ação e o envolvimento de cada investigado no caso.

