A Prefeitura de Apiúna interditou o acesso ao maior túnel ferroviário de Santa Catarina após as fortes chuvas provocarem instabilidade no terreno ao redor da estrutura. A medida foi adotada de forma preventiva nesta terça-feira (30), menos de três meses depois da reabertura oficial do local à visitação pública.
Segundo a administração municipal, foram registradas quedas de árvores, deslizamentos de barreiras e instabilidade do solo nas proximidades do túnel, comprometendo a segurança de visitantes e de veículos que acessam o ponto turístico.
Com aproximadamente 260 metros de extensão, o túnel é considerado o maior do sistema ferroviário catarinense e se tornou uma das principais atrações turísticas de Apiúna, no Médio Vale do Itajaí, após passar por um processo de revitalização.
Estrutura ficou abandonada por cerca de 50 anos
A obra foi inaugurada em novembro de 1954, após cerca de dois anos de construção, com o objetivo de permitir a passagem da antiga Estrada de Ferro Santa Catarina por um trecho de relevo acidentado do Vale do Itajaí.
A ferrovia permaneceu em operação por menos de duas décadas e foi desativada em 1971. Desde então, o túnel permaneceu sem manutenção, tomado pela vegetação e praticamente esquecido por aproximadamente 50 anos.
Sem iluminação, sinalização e acesso adequado, a estrutura permaneceu fora do roteiro turístico da região durante décadas, sendo conhecida principalmente por moradores antigos.
Revitalização devolveu o túnel à visitação
O processo de recuperação teve início em novembro de 2025, quando o espaço recebeu serviços de limpeza, instalação de iluminação e melhorias no acesso.
A reabertura oficial ocorreu em 10 de abril de 2026. Desde então, o túnel passou a receber moradores, turistas e visitantes interessados em conhecer uma das mais importantes estruturas ferroviárias históricas de Santa Catarina.
Interdição não tem prazo para terminar
Em razão das condições provocadas pelas chuvas, a Prefeitura de Apiúna informou que o acesso permanecerá bloqueado até que o terreno apresente condições seguras para a circulação de pessoas.
De acordo com o município, a liberação dependerá da estabilização da área e de avaliações técnicas que confirmem a eliminação dos riscos causados pelas quedas de barreiras, árvores e pela instabilidade do solo.
Até o momento, não foi divulgado um prazo para a reabertura do ponto turístico.


