O governador Jorginho Mello (PL) foi oficializado neste sábado (1º) como candidato à reeleição durante a convenção estadual do Partido Liberal, realizada na Grande Florianópolis. Em discurso aos apoiadores, o chefe do Executivo catarinense destacou ações de sua gestão, projetou um segundo mandato voltado à execução de grandes obras e defendeu a continuidade do projeto político da atual administração.
Logo no início da fala, Jorginho destacou a presença do público no evento, que, segundo a organização, reuniu cerca de 15 mil pessoas. O governador também mencionou a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que os filhos dele representavam a família no encontro.
“Quinze mil pessoas, mas está faltando uma pessoa, que é Jair Bolsonaro”, declarou. Em seguida, dirigiu-se a Flávio, Carlos e Renan Bolsonaro, afirmando que eles representam a família do ex-presidente.
Ao longo do pronunciamento, Jorginho voltou a defender a política fiscal adotada em Santa Catarina, afirmando que o Estado ampliou a arrecadação sem elevar tributos. Em seguida, utilizou a experiência catarinense como referência ao falar sobre uma eventual gestão federal do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro.
“Eu tenho muito orgulho em ser o único governador do Brasil que não aumentou tributo e arrecadei mais. E é isso, Flávio, que você tem que fazer como presidente do Brasil”, afirmou.
Na sequência, o governador declarou que o país precisa reorganizar suas contas públicas e disse que Santa Catarina pode servir de exemplo de administração.
Durante o discurso, Jorginho também voltou a cobrar maior atenção da União para as obras federais em território catarinense. Segundo ele, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, espera que haja agilidade na execução desses projetos.
“Eu tenho certeza que você, como presidente, vai olhar para as nossas obras federais. Faz só elas, ajuda a destravar, porque o resto nós sabemos fazer”, disse.
O governador acrescentou ainda que o Estado está disposto a colaborar caso o governo federal enfrente dificuldades para executar determinadas obras.
Outro tema abordado foi a disputa ao Senado. Jorginho pediu apoio conjunto aos candidatos Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos oficializados pelo partido para concorrer às duas vagas de Santa Catarina.
“Quem vota no Carlos, tem que votar na Carol. Quem vota na Carol, tem que votar no Carlos”, afirmou.
Ele também elogiou Carlos Bolsonaro e declarou que os futuros senadores poderão contribuir para ampliar a interlocução de Santa Catarina em Brasília e auxiliar na liberação de recursos e investimentos para o Estado.
O governador ainda agradeceu aos partidos aliados, à vice-governadora Maria Elisa, ao prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e aos prefeitos que apoiam sua candidatura. Segundo ele, a atual gestão tem mantido uma política municipalista por meio do repasse de recursos às cidades catarinenses.
Ao projetar um eventual segundo mandato, Jorginho afirmou que a prioridade será ampliar os investimentos em infraestrutura e preparar Santa Catarina para o crescimento das próximas décadas.
“Fizemos em três anos e meio o que não fizeram em trinta. Agora que nós arrumamos tudo, nós vamos projetar Santa Catarina com as grandes obras”, declarou.
O governador também citou a ampliação de programas ligados ao ensino superior e à formação técnica, defendendo investimentos na qualificação profissional como forma de fortalecer o mercado de trabalho.
No encerramento, pediu o engajamento dos apoiadores durante a campanha eleitoral e resumiu o lema que pretende adotar na disputa pela reeleição.
“O nosso lema é trabalho, fé no trabalho e pé na tábua para fazer obras importantes que Santa Catarina está esperando”, concluiu.
A convenção estadual do PL também oficializou Carlos Bolsonaro e Carol De Toni como candidatos ao Senado na chapa que apoia a reeleição de Jorginho Mello. A coligação reúne PL, Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã, Agir e a federação PSDB/Cidadania.
As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. O registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá ocorrer até 15 de agosto, enquanto a campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. As eleições estão marcadas para 4 de outubro.

