Santa Catarina alcançou a marca de 29 prefeitos presos entre 2020 e janeiro de 2026, conforme levantamento baseado em operações policiais e investigações conduzidas por órgãos como a Polícia Civil e o Ministério Público. Os casos envolvem suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. ([Guararema News][1])
O número representa quase 10% dos municípios catarinenses, evidenciando a amplitude das investigações e o impacto direto sobre a administração pública em diversas regiões do estado.
Prisões atingem diferentes regiões e partidos
As detenções ocorreram em cidades de todas as regiões, incluindo Litoral, Sul, Norte, Vale do Itajaí, Oeste e Serra. Além disso, envolveram gestores de diferentes partidos políticos, como MDB, PP, PL, PSD, entre outros.
Levantamentos indicam que o MDB concentra o maior número de prefeitos presos, seguido por PP, PL e PSD, demonstrando que os casos não se restringem a uma única sigla partidária.
Caso mais recente ampliou estatística
A prisão mais recente ocorreu em janeiro de 2026, quando o prefeito de Garopaba foi detido durante uma operação que investiga irregularidades em contratos públicos, especialmente no setor de coleta de resíduos. A ação também incluiu cumprimento de mandados de busca, afastamentos de agentes públicos e bloqueio de bens. ([CNN Brasil][5])
Segundo as autoridades, os fatos investigados podem ter se iniciado ainda em gestões anteriores, com continuidade ao longo dos anos. ([CNN Brasil][5])
Lista dos prefeitos presos em Santa Catarina (2020–2026)
Confira os nomes dos gestores municipais que foram alvo de prisão no período:
* Orildo Antônio Severgnini (MDB) — Major Vieira
* Adelmo Alberti (PSL) — Bela Vista do Toldo
* Beto Passos (PSD) — Canoinhas
* Deyvisonn Souza (MDB) — Pescaria Brava
* Luiz Henrique Saliba (PP) — Papanduva
* Antônio Rodrigues (PP) — Balneário Barra do Sul
* Marlon Neuber (PL) — Itapoá
* Antônio Ceron (PSD) — Lages
* Vicente Corrêa Costa (PL) — Capivari de Baixo
* Joares Ponticelli (PP) — Tubarão
* Luiz Carlos Tamanini (MDB) — Corupá
* Adriano Poffo (MDB) — Ibirama
* Adilson Lisczkovski (Patriota) — Major Vieira
* Armindo Sesar Tassi (MDB) — Massaranduba
* Patrick Corrêa (Republicanos) — Imaruí
* Luiz Shimoguri (PSD) — Três Barras
* Alfredo Cezar Dreher (Podemos) — Bela Vista do Toldo
* Felipe Voigt (MDB) — Schroeder
* Luiz Antônio Chiodini (PP) — Guaramirim
* Clézio José Fortunato (MDB) — São João do Itaperiú
* Douglas Elias Costa (PL) — Barra Velha
* Ari Wollinger (PL) — Ponte Alta do Norte
* Gustavo Cancellier (PP) — Urussanga
* Clori Peroza (PT) — Ipuaçu
* Fernando de Fáveri (MDB) — Cocal do Sul
* Marcelo Baldissera (PL) — Ipira
* Mario Afonso Woitexem (PSDB) — Pinhalzinho
* Clésio Salvaro (PSD) — Criciúma
* Júnior de Abreu Bento (PP) — Garopaba ([Jornal A Gazeta][3])
Impacto e desdobramentos
Os casos resultaram, em diversas situações, no afastamento dos prefeitos, substituição temporária nos cargos e abertura de ações judiciais. Parte dos investigados já responde a processos em andamento, enquanto outros tiveram medidas cautelares aplicadas ao longo das investigações. ([Jornal A Gazeta][3])
O volume de operações e prisões colocou Santa Catarina entre os estados com maior número de gestores municipais detidos no país nos últimos anos, evidenciando o avanço das ações de combate à corrupção no âmbito local.
Neste ano de eleição, todos os eleitores devem ficar atentos, votar com consciência e saber quem estão elegendo, o voto é a sua voz e é quem te representa.

