O senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente sua campanha à Presidência da República neste domingo (16), no Rio de Janeiro. O primeiro ato ocorreu em um comício na Praia de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense, onde o candidato apresentou propostas e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o discurso, Flávio afirmou que pretende promover um “tesouraço” a partir de janeiro, com cortes que, segundo ele, atingiriam impostos, burocracia e corrupção. O candidato também declarou que pretende reorganizar as contas públicas e reduzir o endividamento do país.
“Eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho”, afirmou.
A segurança pública foi um dos principais temas abordados pelo senador. Flávio criticou a atuação do governo federal e afirmou que pretende classificar o PCC, o Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. Também defendeu penas mais severas para crimes como furto e violência sexual.
Homenagem a Jair Bolsonaro
Em diferentes momentos do discurso, Flávio Bolsonaro fez referências ao pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que pretende dar continuidade ao legado político dele.
O candidato disse que não considera o pai uma ameaça à democracia e afirmou que Jair Bolsonaro teria sido “injustiçado”. Durante o evento, também pediu ao público que entoasse “Volta, Bolsonaro” em homenagem ao ex-presidente.
Flávio ainda declarou que acredita ter características semelhantes às do pai e fez uma comparação com o ex-jogador Pelé ao falar sobre a dificuldade de se igualar à trajetória de Jair Bolsonaro.
Críticas ao governo Lula
Ao abordar questões sociais e econômicas, Flávio afirmou que a esperança prometida pelo governo Lula teria se transformado em dificuldades para parte da população. Entre os exemplos apresentados pelo candidato estão pessoas em situação de rua, famílias endividadas e mulheres vítimas de violência.
O senador chamou Lula de “caloteiro da esperança” e responsabilizou o atual governo por problemas relacionados ao endividamento, inflação e aumento de impostos.
Flávio também criticou os gastos do governo e afirmou que as empresas estatais registraram prejuízos durante a atual gestão. Ao tratar de corrupção, mencionou episódios como o Mensalão, o Petrolão e as investigações envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.
As declarações foram feitas pelo candidato durante o discurso de lançamento da campanha.
Educação e saúde
Na área da educação, Flávio prometeu oferecer vouchers para famílias que não tenham condições de matricular os filhos em creches públicas. Também afirmou que pretende alterar o currículo escolar e aproximar universidades do setor produtivo privado, com foco em pesquisa, tecnologia e inteligência artificial.
Para a saúde, o candidato defendeu a criação de um protocolo eletrônico unificado que permita ao cidadão consultar onde determinados procedimentos poderiam ser realizados com maior rapidez. Também prometeu atualizar a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Supremo Tribunal Federal e política externa
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que, durante um eventual mandato presidencial, haverá quatro indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, os nomes escolhidos seriam contrários ao aborto e à liberação das drogas e respeitariam a Constituição.
Na política externa, o senador declarou que pretende ampliar as relações comerciais do Brasil com países como Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina, além de outros países do Oriente Médio.
A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16). A partir desta data, candidatos podem pedir votos de forma explícita e realizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda eleitoral na internet também está liberada. Já a propaganda no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto.

