“Ele fazia horas extras para pagar a faculdade do filho”, diz prefeito de Itapema; declaração foi dada antes da confissão do suspeito

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O prefeito de Itapema, Alexandre Xepa, esteve na noite de sexta-feira (31) no local onde o servidor municipal Ricardo Amaro de Lima, de 49 anos, foi encontrado morto dentro da própria residência. Em entrevista concedida ao Jornal Razão, o chefe do Executivo municipal manifestou indignação com o crime, lamentou a perda do servidor e garantiu que o caso seria investigado com rigor.

No momento em que falou à imprensa, o prefeito ainda desconhecia a principal reviravolta da investigação. Até então, as informações iniciais apontavam para um possível latrocínio (roubo seguido de morte), e a Polícia ainda não havia divulgado que o filho adotivo da vítima confessara participação no assassinato.

Durante a entrevista, Alexandre Xepa afirmou que acompanhou a ocorrência desde os primeiros momentos após ser informado sobre o caso.

“É uma tragédia. Conversando com o comando da Polícia Militar, com o major Ulisses, tomamos conhecimento da situação e viemos imediatamente ao local, indignados com o que aconteceu”, declarou.

O prefeito também afirmou que a administração municipal buscaria apoio de todas as forças de segurança para esclarecer o crime.

“Aqui em Itapema, bandido e vagabundo não vai se criar. Se for preciso, vamos até o inferno para encontrar os responsáveis por esse crime contra um trabalhador”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o município acionaria todos os órgãos necessários, incluindo a Polícia Militar, a Guarda Municipal e demais instituições competentes.

Servidor fazia horas extras para custear faculdade do filho

Ao recordar a trajetória de Ricardo Amaro de Lima, Alexandre Xepa destacou o comprometimento do servidor com o trabalho e revelou um detalhe que, horas depois, ganhou um significado ainda mais impactante diante da evolução das investigações.

Segundo o prefeito, Ricardo costumava trabalhar aos sábados, domingos e realizar horas extras para conseguir pagar a faculdade do filho.

“O Ricardo era uma pessoa que fazia hora extra no sábado e no domingo para pagar a faculdade do filho”, relatou.

Posteriormente, a Polícia confirmou que o próprio filho adotivo da vítima, Ricardo Amaro de Lima Filho, de 18 anos, estudante aprovado no curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), confessou ter planejado e executado o crime.

Xepa ressaltou ainda que, apesar de atuar havia pouco tempo na Prefeitura de Itapema, Ricardo era reconhecido pelo empenho e dedicação ao serviço público.

Prefeito elogiou atuação das forças de segurança

Durante a entrevista, o prefeito também destacou a rápida mobilização das equipes policiais nas primeiras horas da ocorrência.

Segundo ele, a Polícia Militar conseguiu recuperar uma das motocicletas levadas da residência e prender dois suspeitos. Na ocasião, Alexandre Xepa informou que seguiria para a Delegacia de Polícia Civil de Itapema para acompanhar o andamento das investigações.

“É um momento de muita tristeza para a família e para todos que conheciam o Ricardo. Agora esperamos que todos os esclarecimentos sejam apresentados”, declarou.

Ricardo Amaro de Lima foi encontrado morto dentro da casa onde morava, localizada na Rua 416, em Itapema. A vítima apresentava ferimentos provocados por arma branca e sinais de estrangulamento. A ocorrência teve início após um chamado ao Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) informando um possível roubo em andamento, motivo pelo qual o caso foi inicialmente tratado como latrocínio.

Entretanto, poucas horas depois, as investigações apontaram outro cenário. O filho adotivo da vítima confessou à Polícia que planejou e executou o homicídio com a ajuda de um amigo, de 20 anos, que também foi preso.

De acordo com a investigação, um terceiro suspeito, identificado como Guilherme da Rosa Soares, de 20 anos, permanece foragido. Ele teria deixado o imóvel levando uma das duas motocicletas da família. Um dos veículos já foi recuperado pelas forças de segurança.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica do crime e definir a participação individual de cada um dos envolvidos.

 

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