Um caso de raiva bovina foi confirmado em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, após a morte de uma vaca leiteira adulta na comunidade de Linha Presidente Becker. O animal morreu no dia 12 de julho e exames laboratoriais confirmaram a presença da doença.
A situação também é acompanhada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) porque outro bovino da mesma comunidade apresenta sinais neurológicos compatíveis com a enfermidade. O animal é uma novilha de corte e permanece sob monitoramento. Conforme a Cidasc, o exame será realizado caso ocorra a morte do bovino.
A médica-veterinária da Cidasc em Itapiranga, Thamara Almeida, confirmou que o caso já diagnosticado corresponde à vaca leiteira adulta. Diante do risco de transmissão da doença, a orientação é para que produtores evitem o contato direto com animais vivos que apresentem sinais compatíveis com a raiva.
“A principal recomendação é que os produtores não manuseiem animais vivos que apresentem sinais da doença, por causa do risco de transmissão para as pessoas”, alertou a veterinária.
Baixa vacinação preocupa autoridades sanitárias
Segundo a Cidasc, a região apresenta baixa cobertura vacinal contra a raiva bovina. A situação estaria relacionada ao longo período sem registros frequentes da doença, o que fez com que parte dos produtores reduzisse a atenção com a imunização dos rebanhos.
Antes da confirmação atual, o último caso de raiva bovina registrado em Itapiranga havia ocorrido em 2022.
A vacinação é apontada pela companhia como a principal medida de prevenção. A Cidasc também orienta que qualquer animal que apresente sinais compatíveis com a doença, assim como eventuais ataques de morcegos ao rebanho, seja comunicado imediatamente ao órgão.
A partir da comunicação, as equipes podem realizar a investigação e adotar as medidas sanitárias necessárias.
Doença é fatal após o aparecimento dos sintomas
A raiva é uma doença viral que atinge o sistema nervoso central e pode ser transmitida entre animais e seres humanos. Depois que os sintomas aparecem, não há cura para a enfermidade.
Nos bovinos, a transmissão ocorre principalmente por meio da mordida de morcegos hematófagos, conhecidos popularmente como morcegos-vampiros. Esses animais se alimentam de sangue e podem transmitir o vírus a diferentes bovinos de um mesmo rebanho.
A Cidasc reforça a importância de evitar o contato com animais que apresentem alterações neurológicas ou outros sinais suspeitos e de comunicar imediatamente as autoridades sanitárias sobre qualquer ocorrência compatível com a doença.

