A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no início desta semana, o registro do Fruzaqla, medicamento destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático que já passaram por diferentes linhas de tratamento.
A indicação é voltada a pessoas que receberam anteriormente quimioterapia com fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, além de terapias direcionadas ao fator de crescimento dos vasos sanguíneos. Em determinadas situações, também é considerado o tratamento prévio com terapia anti-EGFR.
A decisão da Anvisa teve como base estudos que avaliaram a utilização do medicamento em pacientes com câncer colorretal metastático que já haviam sido submetidos a outros tratamentos.
Os resultados apontaram benefícios clínicos, incluindo aumento da sobrevida global, que representa o período em que os pacientes permanecem vivos, e da sobrevida livre de progressão, intervalo em que a doença não apresenta avanço.
Como o Fruzaqla age no organismo
O princípio ativo do medicamento, o fruquintinibe, atua sobre os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3. Esses receptores estão envolvidos na ação do VEGF, substância relacionada à formação de novos vasos sanguíneos.
O crescimento dos tumores depende do fornecimento de oxigênio e nutrientes por meio desses vasos. Ao bloquear a atividade dos receptores, o medicamento reduz a formação de novos vasos que contribuem para o desenvolvimento do tumor.
Dessa forma, o Fruzaqla atua dificultando o suprimento sanguíneo necessário para o crescimento do tumor e pode contribuir para o controle da evolução da doença.
O câncer colorretal está entre os tipos mais comuns de câncer e pode atingir o intestino grosso e o reto. Quando as células cancerígenas se espalham para outras regiões do organismo, a doença é classificada como metastática e costuma exigir tratamentos que atuam de forma sistêmica.
