Moradores do Alto Alegre cobram reabertura da Unidade de Saúde após um ano de espera e falta de avanços

Legislativo Capinzal Saúde

A reabertura da Unidade de Saúde do bairro Alto Alegre voltou ao centro dos debates públicos durante a sessão da Câmara de Vereadores realizada nesta segunda-feira. Um abaixo-assinado com 111 assinaturas foi apresentado ao Legislativo, reforçando a insatisfação dos moradores diante da ausência de atendimento na comunidade e da demora para que o prédio volte a funcionar.

O documento foi entregue a um vereador, que utilizou seu espaço na palavra livre para cobrar providências do Executivo Municipal. Segundo o parlamentar, a reivindicação não é recente. Há exatamente um ano, em 1º de agosto, ele já havia protocolado pedidos de informação e realizado cobranças formais para esclarecer a situação da unidade.

Na ocasião, conforme relatado pelo vereador, a resposta da administração municipal apontava que não existiam impedimentos jurídicos para a reabertura da unidade. O principal obstáculo seria a necessidade de reformas estruturais no imóvel para que os atendimentos pudessem ser retomados.

Entretanto, passados doze meses desde essa manifestação oficial, moradores afirmam não ter observado avanços concretos. Até o momento, segundo o que foi apresentado na Câmara, não há conhecimento público sobre o início das obras, abertura de processo licitatório ou cronograma oficial para a recuperação da estrutura.

A falta de definição prolonga uma situação que afeta diretamente a rotina da população do bairro. Sem uma unidade de saúde em funcionamento na comunidade, moradores precisam buscar atendimento em outras regiões do município, o que pode representar maiores deslocamentos, aumento do tempo de espera e dificuldades adicionais para idosos, pessoas com deficiência, gestantes, crianças e famílias que dependem do atendimento da Atenção Primária.

Especialistas em saúde pública apontam que as Unidades Básicas de Saúde desempenham um papel estratégico no Sistema Único de Saúde (SUS). Além das consultas médicas e de enfermagem, esses espaços são responsáveis pelo acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, vacinação, atendimento preventivo, acompanhamento pré-natal, distribuição de medicamentos e encaminhamento para atendimentos especializados. Quando uma unidade permanece fechada por longos períodos, parte dessa demanda precisa ser absorvida por outras estruturas da rede municipal, aumentando a pressão sobre os serviços existentes.

O caso também levanta questionamentos sobre a execução das medidas anunciadas pela administração. Se há um ano a justificativa apresentada era exclusivamente a necessidade de reforma da estrutura, moradores agora perguntam por que, após esse período, ainda não foi possível iniciar as intervenções necessárias para devolver o atendimento à comunidade. A ausência de um cronograma público e de informações atualizadas amplia a sensação de incerteza entre os usuários do serviço.

Durante a sessão, o vereador destacou que a população não busca apenas novas promessas, mas uma definição concreta sobre o futuro da unidade. Segundo ele, a reivindicação expressa no abaixo-assinado demonstra que o tema permanece como uma das principais demandas do bairro.

Como encaminhamento, foi informada a solicitação de uma reunião presencial envolvendo o prefeito, vereadores e representantes da comunidade. O objetivo é discutir diretamente a situação da Unidade de Saúde, apresentar informações oficiais sobre o andamento do processo e buscar uma solução definitiva para que o atendimento seja restabelecido.

Enquanto a reunião não ocorre e não há uma definição oficial sobre prazos para reforma e reabertura, os moradores do Alto Alegre seguem aguardando respostas para uma reivindicação que completa um ano sem solução aparente. O abaixo-assinado entregue ao Legislativo reforça que, para a comunidade, a questão deixou de ser apenas uma promessa administrativa e passou a representar uma necessidade urgente de acesso aos serviços públicos de saúde.

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