Jovens de 13 a 24 anos podem receber atendimento gratuito em saúde mental; saiba como funciona o serviço

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Adolescentes e jovens com idades entre 13 e 24 anos contam com uma opção gratuita de acolhimento em saúde mental por meio da plataforma Pode Falar. O serviço disponibiliza escuta especializada, com a possibilidade de atendimento anônimo para quem prefere preservar sua identidade, ampliando o acesso ao suporte emocional de forma segura e acessível.

A plataforma tem capacidade para realizar até 11 mil atendimentos por mês, o equivalente a aproximadamente 15 acolhimentos por hora. A iniciativa foi desenvolvida para ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental e integra uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), fortalecendo a oferta de atendimento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os atendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de psicologia, medicina e educação. Todo o trabalho é supervisionado por professores e conta com acompanhamento permanente, garantindo qualidade, segurança e suporte técnico durante os acolhimentos.

O primeiro contato acontece por meio de um chatbot, responsável por realizar uma escuta inicial e disponibilizar conteúdos informativos sobre saúde mental, auxiliando os usuários na compreensão de sentimentos e emoções. Quando o sistema identifica a necessidade de um acompanhamento mais aprofundado, a conversa é direcionada automaticamente para um atendente, proporcionando um acolhimento humanizado.

O atendimento individual está disponível de segunda-feira a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília, por meio do site oficial da plataforma Pode Falar. O serviço funciona como uma porta de entrada para o cuidado em saúde mental, em um modelo semelhante ao do Centro de Valorização da Vida (CVV), porém voltado exclusivamente ao público jovem.

Além da plataforma, o SUS oferece atendimento em saúde mental para pessoas de todas as idades. O acompanhamento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pela atenção primária. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para serviços especializados, garantindo a continuidade do tratamento conforme a necessidade de cada caso.

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