Declarações antigas de vereadora do PL em Florianópolis voltam a repercutir e geram debate político nas redes

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Manifestações registradas em 2021 envolvendo a vereadora de Florianópolis Manu Vieira (PL) voltaram a ganhar repercussão nas redes sociais nos últimos dias, reacendendo o debate sobre posicionamentos defendidos por ela antes de ingressar no Partido Liberal.

Naquele período, Manu ainda integrava o Partido Novo e defendia publicamente a abertura de discussões sobre a descriminalização do uso de drogas. Em suas declarações, ela argumentava que a criminalização teria sido historicamente aplicada de forma desigual e defendia uma mudança de abordagem social sobre o tema.

A parlamentar também abordava o papel do Estado em questões de comportamento individual e pautas sociais, afirmando que deveria haver menor interferência governamental nessas áreas. Entre os pontos citados, tratava o aborto sob a perspectiva de saúde pública e defendia que o tema fosse discutido dentro desse contexto.

Em outro trecho, a então integrante do Novo fez críticas à condução política do governo federal da época, apontando divergências entre discurso e prática administrativa e mencionando debates envolvendo emendas parlamentares e influência de pautas populistas. Ela também citava admiração por lideranças internas do partido naquele período, como João Amoêdo.

As manifestações também incluíam posicionamentos contrários ao que ela classificava como extremismo político, afirmando não concordar com posturas que envolvessem regulação de comportamentos individuais por parte do Estado, tanto à direita quanto à esquerda do espectro político.

Em setembro de 2021, a hoje vereadora participou de um ato público em Florianópolis que reuniu diferentes grupos políticos em defesa do impeachment do então presidente Jair Bolsonaro.

Anos depois, já fora do Novo, ela se filiou ao Partido Liberal em março de 2024. Pelo partido, foi reeleita vereadora em Florianópolis com 6.727 votos e atualmente é pré-candidata à Câmara dos Deputados.

Após a repercussão recente, a parlamentar afirmou que suas convicções passaram por mudanças ao longo do tempo. Segundo ela, experiências pessoais e religiosas contribuíram para um processo de amadurecimento político e pessoal.

Em relação ao tema das drogas, declarou apoio a políticas de segurança pública e ao enfrentamento da dependência química. Sobre o aborto, reforçou que sua posição atual está alinhada a convicções pessoais e religiosas, afirmando que nunca realizou nem realizaria tal procedimento.

As declarações voltaram a circular e intensificaram o debate nas redes sociais sobre a evolução das posições políticas da vereadora desde sua entrada no PL.

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