Os preços dos combustíveis subiram nesta semana em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Um levantamento realizado em dez postos do município identificou aumento nos quatro produtos analisados, com maior variação registrada no diesel S10.
A pesquisa apontou alta de 1,78% no diesel S10. Na sequência aparecem a gasolina aditivada, com elevação de 0,27%, o etanol, que aumentou 0,21%, e a gasolina comum, com alta de 0,12%.
Os dados integram o Boletim de Preços dos Combustíveis de Chapecó, coordenado pela professora Tatiane Mattei, do curso de Ciências Econômicas da Unochapecó. A coleta dos valores é feita semanalmente, sempre às quartas-feiras.
Na média dos dez estabelecimentos avaliados, a gasolina aditivada foi comercializada por R$ 6,63 o litro. A gasolina comum apresentou preço médio de R$ 6,45, enquanto o etanol ficou em R$ 4,73. Já o diesel S10 teve média de R$ 6,76 por litro.
Diferença entre postos chega a R$ 1,10
Além da elevação dos preços médios, a pesquisa mostra uma diferença considerável nos valores cobrados pelos estabelecimentos.
A gasolina aditivada apresentou preços entre R$ 6,40 e R$ 6,81 por litro. Para a gasolina comum, os valores encontrados variaram de R$ 6,39 a R$ 6,52.
No etanol, a diferença foi de R$ 4,49 a R$ 4,98 por litro.
O maior intervalo apareceu no diesel S10. Entre os postos pesquisados, o litro foi encontrado por valores que variaram de R$ 6,39 a R$ 7,49, representando uma diferença de R$ 1,10 por litro.
Petróleo influencia alta dos combustíveis
Conforme o boletim, a valorização do petróleo no mercado internacional está entre os fatores relacionados ao aumento dos combustíveis.
O preço do barril de petróleo Brent passou de US$ 86,94 em 25 de agosto para US$ 101,21 em 9 de setembro.
O levantamento também menciona medidas anunciadas pelo Governo Federal para tentar diminuir os efeitos da alta sobre os consumidores. Entre elas estão a redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais incidentes sobre a gasolina e uma nova subvenção de R$ 1 por litro destinada às distribuidoras de diesel.
Segundo a pesquisa, as medidas buscam reduzir o impacto da valorização do petróleo sobre os preços praticados no mercado brasileiro.

