Operação Istós cumpre 39 ordens judiciais contra organização criminosa no Oeste de SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagraram, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Istós, voltada à investigação de uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional catarinense.

A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas de Chapecó (Decod), com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Ao todo, foram expedidas e cumpridas 39 ordens judiciais: 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

As medidas foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e executadas nos municípios de Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul. Os alvos são investigados por suposta participação na organização criminosa.

Durante o cumprimento das determinações judiciais, as equipes também efetuaram duas prisões em flagrante. As ocorrências aconteceram após a localização de cocaína e de uma arma de fogo.

Investigação aponta atuação em diferentes crimes

Segundo a investigação, os suspeitos são relacionados a crimes como homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo. Alguns dos investigados teriam desempenhado funções ligadas à coordenação e à manutenção das atividades da facção, tanto fora quanto dentro do sistema prisional.

A Operação Istós representa mais uma etapa das investigações iniciadas na 4ª fase da Operação Sodalitas Finis, que apura a estrutura e a atuação da organização criminosa em diferentes municípios catarinenses.

Ação reuniu 122 agentes

A operação mobilizou 122 agentes de segurança pública e integrantes do Ministério Público. Participaram da ofensiva equipes do Gaeco, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Serviço Aeropolicial de Fronteira (Saer/Fron).

Os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica para a realização dos exames periciais. Depois, os elementos obtidos serão avaliados pelos investigadores e poderão contribuir para o avanço das apurações.

Origem do nome da operação

A denominação “Istós” vem do grego antigo e está relacionada aos significados de “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada”. O nome foi escolhido em referência à rede de relações identificada ao longo das investigações e à estrutura hierarquizada atribuída à facção.

A denominação também representa o trabalho das forças de segurança na identificação dessas conexões e na tentativa de interromper a estrutura investigada.

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