Operação contra facção criminosa cumpre 17 mandados em quatro cidades do Oeste e Meio-Oeste de SC

Destaque Justiça Polícia

Uma operação conjunta do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (5) para investigar e combater uma organização criminosa com possível atuação dentro e fora do sistema prisional catarinense. A ação, denominada Operação Istós II, prevê o cumprimento de 17 mandados judiciais em quatro municípios do Oeste e Meio-Oeste: Chapecó, Joaçaba, Capinzal e Xaxim.

De acordo com a Polícia Civil, as ordens judiciais incluem 11 mandados de busca e apreensão e seis de prisão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPSC, e pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod) de Chapecó. A Polícia Militar também participa da ação, enquanto a Polícia Penal presta apoio no cumprimento dos mandados dentro do complexo penitenciário.

As investigações apontam possíveis vínculos dos suspeitos com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Conforme os levantamentos policiais, o grupo investigado teria envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e outros delitos graves.

Outro ponto apurado é a possível divisão de funções entre integrantes responsáveis por manter e coordenar as atividades criminosas tanto nas ruas quanto no interior de unidades prisionais.

Operação é desdobramento de investigação anterior

A Istós II integra os desdobramentos das apurações relacionadas à quarta fase da Operação Sodalitas Finis. Segundo o Ministério Público, o trabalho conjunto entre as instituições possibilitou identificar possíveis lideranças, núcleos de atuação e conexões entre os investigados.

A primeira fase da Operação Istós foi realizada em 18 de agosto de 2026, com o cumprimento de 39 ordens judiciais em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul. Na ocasião, foram expedidos 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

O nome da operação tem origem no grego antigo. A palavra “Istós” significa “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada”, fazendo referência à rede de relacionamentos identificada durante as investigações e à possível estrutura hierárquica da organização.

Os materiais recolhidos durante a ação desta quinta-feira serão encaminhados à Polícia Científica, onde passarão por exames periciais. Posteriormente, os resultados serão analisados pelos investigadores.

O procedimento tramita sob sigilo judicial. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações e a possibilidade de publicidade dos autos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *