O governo federal avançou na implementação da reforma tributária ao regulamentar a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos que vão substituir parte dos impostos atuais sobre o consumo no Brasil.
A medida detalha como será feita a arrecadação e a divisão das receitas entre União, estados e municípios, estabelecendo normas para o funcionamento do novo sistema tributário. A proposta integra o processo de simplificação dos impostos, considerado um dos principais objetivos da reforma.
A CBS será de competência federal, enquanto o IBS terá gestão compartilhada entre estados e municípios. A regulamentação define diretrizes para a incidência dos tributos, regras de compensação de créditos e mecanismos para evitar a cumulatividade, modelo em que impostos são cobrados em cascata ao longo da cadeia produtiva.
Outro ponto importante é a padronização da cobrança, que busca reduzir a complexidade do sistema atual e dar mais transparência ao processo de arrecadação. A expectativa do governo é de que as mudanças contribuam para melhorar o ambiente de negócios e aumentar a eficiência econômica.
A implementação completa do novo modelo será gradual, com período de transição previsto para adaptação de empresas e entes federativos às novas regras. Durante esse intervalo, o sistema atual continuará coexistindo com o novo formato até a consolidação definitiva da reforma.

