O homem que confessou ter matado a ex-companheira Daiana Gisele Muller, de 38 anos, em Ipira, no Meio-Oeste catarinense, teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ele permanece preso enquanto as investigações continuam.
O crime ocorreu na manhã de terça-feira (20), na comunidade rural de Linha Capelinha. Conforme informações divulgadas pelas polícias Civil e Militar, o homem teria descumprido uma medida protetiva e ido até a residência da ex-companheira. Daiana chegou a acionar o botão do pânico.
Horas depois, o suspeito se apresentou à delegacia de Presidente Castelo Branco, município vizinho, e foi preso em flagrante após confessar o crime. O corpo da vítima foi encontrado em um riacho.
Ministério Público aponta ameaças anteriores
Segundo a promotora de Justiça Luciana Leal Musa, responsável pelo pedido de prisão preventiva, a medida busca garantir a ordem pública e permitir o avanço das investigações sem possíveis interferências ou constrangimentos. Ela também destacou a gravidade do caso e o suposto histórico de ameaças contra a vítima.
De acordo com as informações do Ministério Público, Daiana e o ex-companheiro foram casados por 16 anos, tiveram dois filhos e encerraram o relacionamento em abril de 2026.
Após a separação, o homem teria começado a enviar mensagens ameaçadoras à ex-companheira. Entre as frases relatadas, ele teria afirmado que, se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.
Depois de um período de aparente tranquilidade, as ameaças teriam se intensificado no final de setembro de 2026, acompanhadas de comportamentos considerados agressivos e intimidadores.
Vítima procurou a polícia em outubro
No dia 8 de outubro, Daiana procurou a Delegacia de Polícia de Ipira, registrou um boletim de ocorrência e relatou ter medo de que o ex-companheiro lhe fizesse algum mal. Na ocasião, também solicitou medidas protetivas de urgência.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, no dia do crime o homem teria ido até a residência da vítima mesmo com a medida protetiva em vigor. Ela acionou o botão do pânico, mas acabou morta.
Investigação segue em andamento
O caso é investigado como feminicídio, e as circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas.
A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal aguarda a conclusão do inquérito policial para apresentar a denúncia e solicitar que o acusado seja julgado pelo Tribunal do Júri.
A prisão preventiva mantém o investigado preso durante o andamento do processo, mas não representa uma condenação. A responsabilização criminal dependerá da tramitação judicial e das provas reunidas.
