Golpe do falso filho faz idosa de Capinzal perder R$ 590 e criminoso tenta cobrar mais R$ 400

Destaque Polícia

Uma idosa residente em Capinzal foi vítima de um golpe do “falso filho” na tarde deste sábado (3). O criminoso entrou em contato por mensagem, se passou pelo filho da vítima e criou uma situação de urgência para conseguir que uma familiar realizasse um pagamento de R$ 590 via Pix.

A sequência das conversas, analisada pela reportagem do Jornal do Meio-Oeste, mostra que, depois de receber o primeiro valor, o golpista tentou continuar a abordagem e pediu mais R$ 400, alegando que ainda faltaria uma parte do pagamento.

A tentativa começou com uma mensagem direcionada à suposta mãe. O contato pediu ajuda para realizar um pagamento e afirmou que sua conta estaria com problemas para fazer a transferência.

Em seguida, explicou que precisava quitar o valor naquele momento e pediu que outra pessoa realizasse o pagamento em seu lugar. A justificativa utilizada foi de que o limite de transferência havia sido excedido.

A vítima então buscou ajuda de uma familiar para realizar a operação.

Pix de R$ 590 foi efetuado

Durante a conversa, o contato encaminhou os dados necessários para o pagamento e informou que o dinheiro seria devolvido posteriormente.

O valor solicitado inicialmente foi de R$ 590. A transferência foi realizada na tarde deste sábado e o comprovante analisado pela reportagem confirma a operação.

No documento, o destinatário aparece identificado como Antonio Osorio Pereira Neco, com a instituição de pagamento indicada como PagSeguro Internet IP S.A.

O Jornal do Meio-Oeste ressalta que a presença desse nome no comprovante não comprova, por si só, que o titular da conta seja o responsável pela aplicação do golpe. O documento demonstra o destinatário da transferência, enquanto a autoria da fraude dependeria de investigação e de outros elementos de prova.

Depois do dinheiro recebido, veio um novo pedido

O momento mais revelador da conversa acontece depois que os R$ 590 são enviados.

O contato volta a falar com a família e afirma que havia ocorrido um problema com o valor. Em determinado momento, diz que o montante correto seria R$ 990, e não R$ 590.

Com isso, passa a cobrar a diferença de R$ 400.

As mensagens mostram que o contato continua pressionando pela realização de um novo pagamento e pergunta repetidamente se a transferência já havia sido feita. Também solicita o comprovante da operação.

A família, entretanto, começa a desconfiar da situação e passa a questionar as informações apresentadas pelo suposto filho.

Conversa revela estratégia baseada na urgência

A abordagem utilizada segue um padrão conhecido em golpes de falso familiar: o criminoso se apresenta como alguém próximo da vítima, informa que está utilizando um número diferente ou enfrenta algum problema bancário e, na sequência, cria uma necessidade imediata de dinheiro.

Nesse caso, o contato não começou pedindo diretamente uma quantia elevada. Primeiro apresentou uma dificuldade para realizar uma transferência, conseguiu que um familiar fizesse o pagamento e, depois de receber o dinheiro, tentou ampliar o prejuízo com uma segunda cobrança.

A conversa analisada pela reportagem também mostra o contato tentando manter a credibilidade durante todo o processo, inclusive explicando supostos problemas bancários e insistindo que o dinheiro seria devolvido.

Comprovante confirma a operação

O comprovante bancário analisado pelo Jornal do Meio-Oeste registra uma transferência Pix de R$ 590, realizada em 3 de outubro de 2026, pouco depois do meio-dia.

O documento contém informações que permitem identificar a conta que recebeu o dinheiro, além dos dados da transação. Por segurança, o Jornal do Meio-Oeste não publica CPF, chave Pix completa, número de controle ou outras informações financeiras que não sejam necessárias para compreender a ocorrência.

A reportagem também preserva a identidade da pessoa da família que efetivamente realizou a transferência.

Tentativa de segundo pagamento aumenta o prejuízo potencial

Embora o primeiro pagamento tenha sido de R$ 590, a tentativa de continuidade do golpe poderia elevar o prejuízo para R$ 990 caso a segunda solicitação fosse atendida.

Foi justamente a tentativa de cobrar a diferença que ajudou a levantar suspeitas entre os familiares.

A situação reforça uma característica desse tipo de fraude: mesmo depois de conseguir uma primeira transferência, o criminoso pode continuar a conversa para tentar obter valores adicionais, aproveitando-se da confiança criada durante o contato inicial.

Como evitar cair no golpe

Ao receber uma mensagem de um suposto familiar pedindo dinheiro, principalmente de um número diferente do habitual, a recomendação é não fazer a transferência imediatamente.

Antes de qualquer pagamento, é importante tentar confirmar a identidade da pessoa por outro canal. Uma ligação para o número que já era utilizado pelo familiar ou uma chamada de vídeo pode ajudar a verificar se a solicitação realmente partiu dele.

Também é importante desconfiar de pedidos acompanhados de pressa, urgência ou justificativas para que o dinheiro seja enviado imediatamente.

Em caso de golpe ou tentativa de fraude, as conversas, números utilizados, comprovantes e demais registros devem ser preservados para eventual apresentação às autoridades.

Até o momento, as informações disponíveis à reportagem comprovam o pagamento de R$ 590 e a tentativa de obter outros R$ 400. A identidade de quem efetivamente aplicou o golpe não pode ser determinada apenas pelo nome que aparece no comprovante do Pix.

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