A complexidade do grave acidente envolvendo um ônibus que transportava uma delegação de uma academia de dança do Paraguai ganhou um novo capítulo na manhã desta quarta-feira (15). Uma menina de apenas 7 anos precisou ser transferida de helicóptero para Chapecó após sofrer uma grave fratura na região da pelve durante o capotamento ocorrido na SC-492, entre Maravilha e São Miguel da Boa Vista, no Oeste de Santa Catarina.
A transferência foi realizada por volta das 7h pela equipe integrada do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAERFRON) e do SAMU Aeromédico, evidenciando a gravidade dos ferimentos da criança e a necessidade de atendimento em um hospital de alta complexidade.
Inicialmente, a paciente foi socorrida e encaminhada ao Hospital São José, em Maravilha, onde passou pelos primeiros procedimentos médicos e teve seu quadro estabilizado. Após avaliação da equipe, foi constatada a necessidade de encaminhamento ao Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó, referência estadual em atendimento a vítimas de traumas graves.
Segundo o SAERFRON, durante todo o transporte aéreo a criança permaneceu estável e foi entregue à equipe especializada do HRO para dar continuidade ao tratamento.
Acidente mobilizou uma das maiores operações de resgate da região
O caso expõe a dimensão da tragédia registrada durante a madrugada. O ônibus transportava uma delegação paraguaia formada por bailarinas, professoras, mães, familiares e acompanhantes que retornavam ao Paraguai após participarem de uma competição de dança em Gramado, no Rio Grande do Sul.
Ao todo, 67 pessoas estavam no veículo quando o motorista perdeu o controle da direção. O ônibus saiu da pista e capotou em uma ribanceira às margens da SC-492.
O acidente deixou três pessoas mortas e mais de 40 feridas, transformando a rodovia em um grande cenário de resgate e atendimento de múltiplas vítimas.
Atendimento exigiu resposta imediata dos serviços de emergência
O grande número de passageiros exigiu uma operação integrada entre diferentes órgãos de segurança e saúde pública. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), SAERFRON, SAMU Aeromédico, ambulâncias municipais e hospitais da região atuaram simultaneamente para retirar as vítimas, prestar os primeiros socorros e organizar a distribuição dos pacientes entre as unidades de saúde.
A maior parte dos feridos foi encaminhada ao Hospital São José, em Maravilha, que concentrou o atendimento inicial e precisou mobilizar toda a sua estrutura para receber dezenas de pacientes em poucas horas.
Casos considerados mais graves passaram por reavaliação médica para definição da necessidade de transferência para hospitais com maior capacidade de atendimento especializado, como ocorreu com a menina de 7 anos.
Transporte aeromédico faz diferença em casos graves
A utilização do helicóptero do SAERFRON representa um recurso essencial em ocorrências de grande porte. Em situações de trauma grave, o transporte aéreo reduz significativamente o tempo entre o atendimento inicial e a chegada do paciente a um centro hospitalar especializado, fator considerado decisivo para aumentar as chances de recuperação.
No caso da criança paraguaia, a rápida estabilização em Maravilha e a transferência para Chapecó permitiram que ela fosse encaminhada a uma unidade preparada para atender lesões ortopédicas e politraumas de alta complexidade.
Autoridades acompanham situação das vítimas
Enquanto os hospitais seguem prestando atendimento aos feridos, o Consulado do Paraguai no Brasil mantém contato com as unidades de saúde para acompanhar a situação das vítimas e fornecer informações às famílias.
As circunstâncias do acidente continuam sendo apuradas pelos órgãos responsáveis, enquanto o trabalho das equipes de saúde permanece concentrado na recuperação dos sobreviventes da tragédia, considerada uma das mais graves registradas neste ano nas rodovias do Oeste catarinense.

