Brasil reduz desemprego para 5,4%, cria mais de 1 milhão de vagas e rendimento médio chega a R$ 3.738

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O índice representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março, quando a taxa era de 6,1%, indicando uma melhora no mercado de trabalho brasileiro.

O levantamento também aponta que o número de pessoas desocupadas caiu para 5,9 milhões, uma redução de 10,9% frente ao trimestre anterior. Na prática, isso significa que 718 mil brasileiros deixaram a condição de desemprego. Em comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 6,3%.

Mais de 103 milhões de brasileiros estão ocupados

Enquanto o número de desempregados diminuiu, a população ocupada alcançou um novo patamar.

O país encerrou o trimestre com 103,1 milhões de pessoas trabalhando, crescimento de 1,1% em relação aos três meses anteriores. O aumento representa a entrada de aproximadamente 1,08 milhão de trabalhadores no mercado.

Na comparação anual, o avanço também foi positivo, com 742 mil pessoas a mais ocupadas em relação ao segundo trimestre de 2025.

Rendimento médio cresce e massa salarial bate R$ 380 bilhões

Outro indicador que apresentou resultado favorável foi o rendimento dos trabalhadores.

O rendimento real habitual permaneceu estável na comparação trimestral, em R$ 3.738, mas registrou crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já a massa de rendimentos, que representa a soma dos salários pagos aos trabalhadores, chegou a R$ 380,3 bilhões, aumento de 3,6% em um ano.

Esse crescimento reflete tanto a expansão do número de pessoas empregadas quanto a evolução da renda média dos trabalhadores.

Cai o número de brasileiros subutilizados e desalentados

Os dados também mostram melhora em outros indicadores do mercado de trabalho.

A taxa de subutilização da força de trabalho, que considera pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas disponíveis para trabalhar, mas que não buscaram emprego, caiu de 14,3% para 12,9% no trimestre.

O contingente de brasileiros nessa situação passou de 16,3 milhões para cerca de 14,7 milhões de pessoas.

Também houve redução no número de trabalhadores desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga.

Esse grupo caiu para 2,3 milhões de pessoas, redução de 14,7% em relação ao trimestre anterior e de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

Transporte e serviços públicos lideram geração de empregos

Entre os segmentos da economia, dois setores se destacaram na criação de postos de trabalho.

O setor de Transporte, armazenagem e correio registrou crescimento de 3,9% na ocupação em relação ao trimestre anterior.

Já o segmento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais apresentou alta de 2,6%, reforçando o aumento das contratações nessas áreas.

Na comparação anual, esses setores também permaneceram em expansão.

Por outro lado, os serviços domésticos seguiram trajetória oposta, registrando queda de 5% no número de trabalhadores, o equivalente a 289 mil ocupações a menos em relação ao segundo trimestre de 2025.

Mercado de trabalho apresenta sinais de fortalecimento

Os indicadores divulgados mostram um cenário de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro, marcado pela redução do desemprego, aumento da ocupação, crescimento da renda dos trabalhadores e diminuição do número de pessoas em situação de desalento e subutilização da força de trabalho.

Apesar da melhora, especialistas destacam que a evolução desses indicadores continuará sendo acompanhada nos próximos meses, especialmente diante do comportamento da atividade econômica, da inflação e dos investimentos, fatores que influenciam diretamente a geração de empregos no país.

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