A Reunião da Aviação de Caça (RAC) 2026 reuniu esquadrões de todo o país na Base Aérea de Santa Cruz, consolidando-se como um dos principais eventos do calendário da Força Aérea Brasileira. O encontro foi marcado por atividades operacionais, homenagens e entrega de honrarias a militares.
O evento também celebrou os 81 anos da Aviação de Caça no Brasil, cuja trajetória remonta à atuação do Primeiro Grupo de Aviação de Caça durante a Segunda Guerra Mundial. Ao longo das décadas, a área evoluiu com a incorporação de novas tecnologias e capacidades estratégicas.
Integração e projeções para o futuro
Durante a programação, oficiais da ativa e da reserva participaram de reuniões doutrinárias e debates voltados ao aprimoramento operacional. O Comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, apresentou um panorama que abordou desde o legado histórico até os desafios contemporâneos da aviação militar.
Entre os temas discutidos estiveram o uso de inteligência artificial em operações aéreas, o desenvolvimento de sistemas nacionais de defesa, a ampliação da capacidade de radares e a modernização de armamentos. Também foi destacada a importância de projetos estratégicos, como a produção nacional do caça F-39 Gripen.
Atividades e homenagens marcam programação
A programação incluiu ainda o Simpósio da Caça, palestras especializadas e competições entre unidades aéreas. Um dos momentos de destaque foi a encenação da “Ópera do Danilo”, que relembra a trajetória do Tenente Danilo Marques Moura, piloto brasileiro que sobreviveu após ter sua aeronave abatida em território inimigo durante a guerra.
Outro ponto relevante foi a tradicional cerimônia em homenagem aos veteranos, com destaque para a memória do Brigadeiro Nero Moura, primeiro comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça. A solenidade reforçou valores como coragem, disciplina e espírito de equipe.
Reconhecimento e fortalecimento institucional
Durante o evento, foram entregues troféus a pilotos que se destacaram em áreas operacionais, intelectuais e esportivas, além da concessão de medalhas e prêmios voltados ao incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento da aviação militar.
Também foi oficializada a ampliação de homenagens aos combatentes históricos da Aviação de Caça, reforçando a preservação da memória e o reconhecimento institucional dentro da FAB.
Demonstrações aéreas e legado histórico
A programação contou ainda com sobrevoos de aeronaves como A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M e o próprio F-39 Gripen, além de desfile militar com participação de tropas e veículos históricos.
A história da Aviação de Caça no Brasil teve início na década de 1940, com a criação do 1º Grupo de Aviação de Caça. Após treinamentos no exterior, a unidade atuou no teatro europeu, utilizando aeronaves P-47 Thunderbolt e contribuindo para operações decisivas durante o conflito.

