A apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 voltou a avançar neste domingo (25), após uma paralisação determinada no contexto da ampliação do horário de votação em todo o país. Na parcial informada após a retomada, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 56,7% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 43,3%. Até esse momento, 0,29% das urnas haviam sido apuradas.
Os números ainda são preliminares e representam uma parcela muito pequena do eleitorado. Com a chegada de novos boletins de urna ao sistema de totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os percentuais podem variar. Por isso, a parcial não permite projetar com segurança quem vencerá a eleição.
A disputa deste domingo define quem ocupará a Presidência da República no próximo mandato. Lula tenta a reeleição, enquanto Flávio Bolsonaro disputa o cargo pelo PL. O resultado final depende da totalização dos votos de todas as seções eleitorais.
O que mostram os primeiros números
Na parcial mais recente informada, Lula aparece com 56,7% dos votos válidos contabilizados, ante 43,3% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de 13,4 pontos percentuais entre os candidatos.
É importante distinguir essa diferença percentual do número absoluto de votos. Como o total de seções contabilizadas ainda é muito baixo, os percentuais podem mudar à medida que resultados de outras regiões forem incorporados à apuração.
A primeira parcial divulgada pelo TSE, às 17h06, antes da interrupção, apontava Lula com 57,66% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 42,34%. Naquele momento, haviam sido totalizadas 1.225 das 499.248 seções eleitorais do país, com 335.743 votos válidos contabilizados. A divulgação foi interrompida pouco depois, conforme noticiado pela Agência Brasil e por outros veículos de imprensa.
Os números iniciais e a parcial posterior à retomada correspondem a momentos diferentes da apuração. Não devem ser tratados como resultados definitivos, e a comparação entre eles só permite observar a variação dos percentuais conforme novas seções são incorporadas.
Por que a votação foi prorrogada até as 19h
A paralisação ocorreu depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília, em todo o país.
A decisão foi tomada após uma ação apresentada pela campanha de Lula, que relatou dificuldades no transporte público e obstáculos ao deslocamento de eleitores em diferentes cidades. A medida buscou ampliar o tempo disponível para que os cidadãos chegassem aos locais de votação.
Segundo a Agência Brasil, Zanin considerou graves os relatos apresentados e determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado por até duas horas. Coube ao TSE cumprir a ordem.
Embora os relatos que motivaram o pedido estivessem relacionados a problemas em localidades específicas, a decisão alcançou todas as seções eleitorais do país. A extensão do prazo, portanto, não ficou restrita aos municípios em que haviam sido registradas dificuldades.
Como a decisão levou à interrupção da apuração
A divulgação dos resultados havia começado às 17h, horário habitual de encerramento da votação. Pouco depois, com a decisão judicial que prorrogou o recebimento de votos, o TSE interrompeu temporariamente a totalização.
A suspensão ocorreu quando apenas uma pequena parte das seções havia sido contabilizada. Na primeira atualização, o sistema registrava 0,25% das seções totalizadas. A interrupção foi comunicada por volta das 17h20, segundo informações publicadas pelo UOL.
A mudança no horário de votação exigiu que a Justiça Eleitoral ajustasse os procedimentos para o encerramento das seções e a divulgação dos resultados. A pausa na totalização não significa, por si só, que votos já registrados tenham sido apagados, alterados ou anulados.
Também é necessário distinguir a contagem realizada pelas urnas da totalização nacional. Cada urna registra os votos de sua seção e gera um Boletim de Urna (BU). Esses dados são transmitidos à Justiça Eleitoral, processados e incorporados ao resultado geral. A divulgação pública ocorre conforme as informações são recebidas e totalizadas.
O TSE disponibiliza os resultados por meio de seus canais oficiais, com consultas por abrangência geográfica e acesso aos boletins de cada seção. O tribunal também oferece ferramentas para que os eleitores confiram os dados registrados nas urnas.
Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar
O segundo turno presidencial mobiliza um eleitorado superior a 158 milhões de pessoas. De acordo com as informações divulgadas sobre o pleito, o país conta com 499.248 seções eleitorais utilizadas na votação.
A dimensão da eleição ajuda a explicar por que a apuração ocorre de maneira gradual. Os resultados não são divulgados simultaneamente para todas as localidades: cada boletim precisa ser transmitido, recebido e processado antes de integrar a totalização nacional.
Assim, o percentual de urnas apuradas é um indicador importante para acompanhar o avanço da divulgação. Quando esse número aumenta, mais seções passam a compor o resultado apresentado ao público. Entretanto, o percentual de seções totalizadas não deve ser confundido com o percentual de eleitores que já tiveram seus votos representados na parcial, pois as seções podem ter quantidades diferentes de votantes.
O que aconteceu no primeiro turno
A disputa presidencial chegou ao segundo turno depois que nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Naquela etapa, Flávio Bolsonaro terminou na primeira posição, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, conforme os resultados divulgados após a apuração. Como nenhum dos dois alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, os candidatos avançaram para a votação decisiva deste domingo.
O resultado do primeiro turno, porém, não determina o desfecho do segundo. A nova votação é contabilizada separadamente, e a definição da Presidência depende dos votos válidos registrados nesta etapa.
O que observar nas próximas atualizações
Com a retomada da totalização, os principais indicadores a acompanhar são o percentual de seções apuradas, os votos atribuídos a cada candidato e a distribuição dos resultados entre os estados e regiões.
As primeiras parciais podem sofrer mudanças expressivas porque ainda abrangem poucas seções. Conforme os dados de mais localidades forem incorporados, será possível observar com maior consistência como a votação se distribui nacionalmente.
A expectativa de horário para a divulgação do resultado final também deve ser tratada como estimativa. Mais cedo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou esperar que o resultado definitivo fosse conhecido entre 20h30 e 21h, mas o andamento depende do processamento dos boletins e da totalização.
O resultado só deve ser tratado como consolidado após a conclusão da apuração oficial. Até lá, percentuais e posições divulgados durante a noite permanecem sujeitos a alterações.
Acompanhe as atualizações do Jornal do Meio-Oeste. A reportagem será atualizada conforme houver novas informações sobre a apuração oficial e a definição da disputa presidencial.
