Polícia identifica suspeitos de agredir macaco-prego em parque de SC

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A Polícia Civil identificou os dois envolvidos em um caso de agressão contra um macaco-prego registrado no Parque Ecológico de Maracajá, no Sul de Santa Catarina. Os suspeitos são um homem de 22 anos, apontado como responsável pelo golpe contra o animal, e uma mulher de 19 anos, que teria gravado a cena.

Segundo a Polícia Civil, os dois serão investigados por maus-tratos contra animal silvestre, crime previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais.

A identificação ocorreu nesta terça-feira (11), após a repercussão das imagens nas redes sociais e o trabalho de investigação realizado pelas autoridades para descobrir a identidade das pessoas que aparecem no vídeo e a origem da gravação.

Nas imagens que circularam pelas redes sociais, o homem aparece atraindo o macaco-prego com um galho de planta. Quando o animal se aproxima, ele desfere um tapa no rosto do primata, que cai da ponte de madeira onde estava. Risadas podem ser ouvidas durante a gravação.

O vídeo foi publicado nas redes sociais por um biólogo no domingo (9) e rapidamente ganhou repercussão, gerando indignação e denúncias aos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.

Conforme informações da Polícia Militar Ambiental divulgadas pelo ND Mais, a gravação já circulava havia mais de um mês e pode ter sido realizada aproximadamente dois meses antes. A corporação também já havia iniciado diligências para localizar os envolvidos.

Parque auxiliou na identificação

A administração do Parque Ecológico de Maracajá colaborou com as autoridades durante a apuração. Imagens das câmeras de segurança do local foram disponibilizadas para auxiliar na identificação dos suspeitos.

O diretor de Meio Ambiente do município, Jairo Pedro da Silva, informou que o parque possui placas orientando os visitantes sobre a conduta adequada no espaço e que a fiscalização preventiva foi reforçada após o episódio.

“Ele bateu em um animal silvestre e ainda dentro de uma área protegida”, afirmou.

Em uma nota de repúdio, a Administração Municipal de Maracajá informou que encaminhou às autoridades policiais e aos órgãos ambientais as imagens e demais informações disponíveis sobre o caso. O município também reafirmou o compromisso com a proteção dos animais e com o cumprimento da legislação ambiental.

A administração municipal disponibilizou a Ouvidoria Geral, pelo e-mail ouvidoria@maracaja.sc.gov.br, e o WhatsApp institucional (48) 97602-8364 para o recebimento de informações que possam contribuir com a investigação, com garantia de sigilo da fonte.

Localizado às margens da BR-101, o Parque Ecológico Municipal de Maracajá possui 112 hectares de Mata Atlântica. O espaço abriga aproximadamente 180 macacos-prego e funciona como unidade de conservação e local voltado à educação ambiental.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da agressão e determinar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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