Criança levada ao hospital após suposta “queda no banho” morre em SC e polícia investiga possível agressão

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Um menino de dois anos e seis meses morreu na última sexta-feira (19), após permanecer oito dias internado em estado grave na UTI Pediátrica do Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. A morte ocorre após a criança ter dado entrada no sistema de saúde com sinais compatíveis com agressão, caso que agora é investigado pela Polícia Civil sob sigilo.

Segundo informações apuradas pela repórter Greice Sauer, da RBA TV, a versão inicial apresentada pela família foi de que a criança teria sofrido uma queda no banheiro. No entanto, a explicação passou a ser questionada pelas equipes médicas desde o primeiro atendimento, devido à gravidade e à natureza dos ferimentos identificados.

O óbito foi confirmado após dias de internação intensiva, mesmo com todos os esforços das equipes de saúde. O corpo da criança foi liberado para os procedimentos funerários na manhã de sábado (20).

De acordo com informações médicas e boletins repassados à imprensa pela Polícia Militar, o menino apresentava traumatismo cranioencefálico provocado por ação contundente, fratura no osso occipital e múltiplos hematomas pelo corpo. As causas exatas das lesões ainda não foram esclarecidas e seguem sob investigação.

O caso teve início na quinta-feira (11), quando a criança foi levada ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. Diante da gravidade do quadro clínico, o paciente foi transferido para uma unidade hospitalar em Blumenau e, posteriormente, encaminhado para Jaraguá do Sul, onde permaneceu internado em estado crítico.

Ainda no primeiro atendimento, profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar após identificarem lesões incompatíveis com um acidente doméstico. Em depoimento informal, a mãe relatou inicialmente que o filho teria caído no banheiro enquanto estava sob os cuidados do padrasto, acrescentando ainda suspeitas sobre outra pessoa responsável pelo cuidado da criança.

Exames realizados ao longo da internação apontaram, além das lesões cranianas e cerebrais, comprometimento hepático e hematomas em diferentes regiões do corpo, como costas, peito e rosto. Parte das lesões, segundo avaliações médicas, aparentava ser anterior à internação. Em determinado momento, o estado neurológico da criança chegou a ser classificado como gravíssimo, com respostas apenas a estímulos dolorosos.

A Polícia Civil instaurou inquérito e determinou sigilo nas investigações. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventuais responsabilizações.

Enquanto o caso ainda tramitava nas redes sociais, a situação da criança internada gerou questionamentos sobre a baixa repercussão inicial do caso. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias que levaram aos ferimentos e, posteriormente, à morte do menino.

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