O Partido Social Democrata (PSD) realiza neste domingo (21) o encerramento do seu 43.º Congresso Nacional, realizado em Anadia, no distrito de Aveiro, em Portugal. O último dia do encontro partidário é marcado pela eleição dos novos órgãos nacionais da legenda e pelo discurso de encerramento do presidente do partido e atual primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
Após uma primeira jornada dominada por críticas dirigidas ao Partido Socialista (PS) e ao Chega, dirigentes do PSD voltam a reunir-se para definir a composição da nova estrutura partidária. A direção liderada por Montenegro passará a contar com novos vice-presidentes, entre eles o eurodeputado Sebastião Bugalho, que também assumirá a função de porta-voz do partido, além dos presidentes das câmaras municipais de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte.
A nova composição mantém Leonor Beleza como primeira vice-presidente e Hugo Soares no cargo de secretário-geral. Já a ex-ministra e atual comissária europeia Maria Luís Albuquerque lidera a lista da direção para o Conselho Nacional, órgão para o qual concorrem quatro listas.
O primeiro dia do congresso também ficou marcado pela forte presença do Governo. Dos 16 ministros que integram o executivo formado por PSD e CDS-PP, 14 participaram dos trabalhos. Apenas a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e o ministro da Defesa e líder do CDS-PP, Nuno Melo, não estiveram presentes.
Outro momento de destaque ocorreu já perto da meia-noite, quando o ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Santana Lopes chegou ao evento. Durante a sessão, foi anunciado oficialmente o seu regresso ao partido como militante, após ter deixado a legenda em 2018 para fundar o partido Aliança. Santana Lopes também fez uma intervenção prolongada perante os congressistas.
A cerimônia de encerramento contará ainda com representantes de diversas forças políticas portuguesas, incluindo PS, Chega, Iniciativa Liberal (IL), Livre, PCP, CDS-PP, JPP e PAN. Nenhuma das legendas, contudo, enviará o seu principal dirigente nacional para participar da sessão.
A delegação socialista será composta por Marcos Perestrello, integrante do secretariado nacional do partido, pelos deputados Filipe Neto Brandão e Hugo Oliveira, além da eurodeputada Carla Tavares.
Já o Chega será representado pela vice-presidente Rita Matias e pela deputada Madalena Cordeiro. A Iniciativa Liberal participará com o líder parlamentar Mário Amorim Lopes e Paulo Ventura.
Representantes do Livre, PCP, CDS-PP, JPP e PAN também estão confirmados no encerramento dos trabalhos, demonstrando a presença de diferentes correntes políticas no evento.
O discurso final de Luís Montenegro será a última intervenção do congresso. A expectativa é que o primeiro-ministro apresente um balanço das principais medidas implementadas pelo Governo e destaque prioridades para os próximos anos.
Na abertura do encontro, Montenegro defendeu uma agenda focada em reformas estruturais e no desenvolvimento do país, rejeitando cenários de instabilidade política após a rejeição parlamentar da proposta de alteração ao Código do Trabalho.
No congresso anterior, realizado em Braga há dois anos, o líder do PSD apresentou sete prioridades estratégicas para o país, abrangendo áreas como segurança, imigração, saúde e recursos hídricos. Entre os temas mais destacados esteve a intenção de reformular o programa da disciplina de Educação para a Cidadania.
Embora o processo de revisão curricular ainda não tenha sido concluído e esteja previsto para entrar em vigor apenas no ano letivo de 2027/2028, a expectativa é que Montenegro utilize o encerramento do congresso para reafirmar objetivos futuros e destacar reformas que o Governo considera já implementadas em áreas como imigração, fiscalidade, habitação e administração pública.

