A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (3) que o revólver utilizado no homicídio de Clair dos Santos, de 42 anos, em Chapecó, estava com a documentação vencida há vários anos. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa que apresentou novos detalhes da investigação.
Segundo o delegado Rodrigo Moura, responsável pelo caso, o próprio investigado entregou espontaneamente a arma às autoridades ao comparecer à Delegacia de Homicídios acompanhado de seu advogado para prestar depoimento. Após análise da documentação, os policiais constataram que o revólver calibre 38 possuía registro expirado, situação que configura posse irregular de arma de fogo.
Além da apuração relacionada ao homicídio qualificado, o suspeito também deverá responder por manter o armamento em desacordo com a legislação vigente. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia.
De acordo com a Polícia Civil, os exames periciais confirmaram que o revólver apresentado pelo investigado foi o mesmo utilizado nos disparos que atingiram a vítima.
Investigação aponta perseguição antes dos disparos
As investigações indicam que o crime ocorreu após o suspeito receber informações sobre um suposto furto ocorrido em uma farmácia da região na última sexta-feira (29).
Conforme o inquérito, após localizar a vítima, o investigado teria iniciado uma perseguição utilizando um veículo. Em seguida, a perseguição continuou a pé em uma área próxima ao campo da Udesc, onde ocorreram os disparos.
Ainda segundo a Polícia Civil, Clair dos Santos foi atingido pelas costas enquanto tentava fugir. A investigação também concluiu, até o momento, que não havia situação de legítima defesa no momento do crime.
O suspeito permanece preso temporariamente enquanto as investigações prosseguem.
Defesa pede análise completa dos fatos
Em nota, a defesa do empresário investigado afirmou que o episódio precisa ser analisado dentro de um contexto mais amplo do que aquele divulgado até agora.
Os advogados destacaram que o investigado não possui antecedentes criminais, é conhecido na comunidade e teria construído sua trajetória pessoal e profissional sem envolvimento anterior com a Justiça. A defesa também alegou que ele e seus familiares vinham enfrentando um cenário de insegurança e temor nos meses anteriores ao ocorrido.
Segundo os representantes legais, esses elementos serão apresentados às autoridades ao longo da investigação e deverão ser considerados durante a análise do caso.
A defesa declarou ainda confiar no trabalho das forças de segurança e do Poder Judiciário, afirmando que a verdade dos fatos será esclarecida durante o andamento do processo, respeitando o devido processo legal e a ampla apuração dos acontecimentos.


