O primeiro turno das Eleições 2026 chega ao fim neste domingo (4) com uma nova disputa definida para a Presidência da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com a apuração avançada, os dois candidatos foram matematicamente confirmados nas duas primeiras posições da corrida presidencial.
O resultado coloca novamente o eleitor brasileiro diante de uma disputa presidencial em dois turnos. Desta vez, o confronto será entre o atual presidente e o senador Flávio Bolsonaro, que chega à segunda etapa da eleição pelo PL.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula na apuração, mas a diferença não foi suficiente para definir a eleição. Com isso, os dois voltam às urnas no dia 25 de outubro, quando será escolhido o próximo presidente da República.
Segundo turno muda o cenário da eleição nacional
Com a definição dos dois nomes, começa agora uma nova fase da eleição. Os votos obtidos pelos demais candidatos no primeiro turno não são transferidos automaticamente para nenhuma das duas candidaturas que permanecem na disputa.
A partir de agora, Lula e Flávio Bolsonaro terão três semanas para buscar os votos necessários à vitória no segundo turno. O resultado também deverá provocar novas articulações partidárias e políticas em torno das duas campanhas.
A eleição presidencial, portanto, permanece em aberto. Diferentemente de uma disputa definida no primeiro turno, o vencedor será conhecido somente após a nova votação.
Santa Catarina encerra a disputa pelo governo
Em Santa Catarina, o cenário foi diferente. Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador ainda no primeiro turno, garantindo mais quatro anos à frente do Estado.
Com 68,32% dos votos válidos na apuração divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Jorginho superou a marca necessária para evitar uma segunda votação. O resultado encerra a disputa pelo Governo de Santa Catarina já neste domingo.
Jorginho, que assumiu o governo em 2023 após vencer as eleições de 2022, seguirá no cargo durante a próxima legislatura estadual. O vice-governador eleito é Adriano Silva (PL).
A vitória também coloca Santa Catarina entre os estados que definiram o comando do Executivo já no primeiro turno.
Duas novas cadeiras de SC no Senado
A eleição catarinense também produziu uma mudança importante na representação do Estado em Brasília.
Caroline De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) foram eleitos senadores por Santa Catarina e ocuparão as duas vagas que estavam em disputa neste ano. Os dois candidatos do PL terminaram nas primeiras posições da votação estadual.
Caroline De Toni teve a maior votação entre os candidatos ao Senado em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro ficou com a segunda vaga.
Com o resultado, os dois passarão a representar Santa Catarina no Senado Federal a partir de 2027, em mandatos de oito anos. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal escolheram dois senadores, totalizando 54 novas cadeiras em disputa no país.
A eleição para o Senado não possui segundo turno. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação ficam com as vagas disponíveis.
O que muda em Santa Catarina
O resultado deste domingo define uma configuração política que será formada a partir de 2027.
No Executivo estadual, Jorginho Mello permanece no comando do Estado. No Senado, Santa Catarina terá Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro como os novos representantes das duas cadeiras renovadas nesta eleição.
A disputa pelas vagas também chama atenção pelo resultado concentrado no PL: as duas cadeiras do Senado em Santa Catarina ficaram com candidatos do mesmo partido, enquanto Jorginho Mello garantiu a permanência do PL no Governo do Estado.
Estados também definem governos no primeiro turno
Além de Santa Catarina, diversos estados conseguiram definir seus governadores já no primeiro turno. Entre os resultados confirmados estão reeleições e mudanças de comando em diferentes regiões do país.
Entre os governadores já confirmados estão Jorginho Mello, em Santa Catarina; Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Marcos Rogério, em Rondônia; Sérgio Moro, no Paraná; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Daniel Vilela, em Goiás; Lucas Ribeiro, na Paraíba, entre outros.
Alguns estados, porém, não definiram o governador no primeiro turno e terão nova votação em 25 de outubro. Nesses locais, os dois candidatos mais votados avançam para a segunda etapa.
Assim como ocorre na Presidência, o segundo turno nos estados representa uma nova eleição entre os dois nomes classificados, sem transferência automática dos votos dos demais candidatos.
Senado terá forte renovação
As eleições de 2026 também representam uma das maiores mudanças recentes na composição do Senado. 54 das 81 cadeiras da Casa foram colocadas em disputa, o equivalente a dois terços do Senado. Os eleitos assumirão os mandatos em 2027, com duração de oito anos.
Entre os nomes já confirmados na apuração estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, pelo Distrito Federal; Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, por Mato Grosso do Sul; Márcio Bittar, pelo Acre; Mauro Mendes e Zé Medeiros, por Mato Grosso; Deltan Dallagnol e Filipe Barros, pelo Paraná; Marcel van Hattem e Sanderson, pelo Rio Grande do Sul; Dr. Fernando Máximo e Bruno Scheid, por Rondônia; Arthur Henrique e Soldado Sampaio, por Roraima; além de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro, por Santa Catarina.
Outros estados ainda estavam em processo de totalização no momento do fechamento desta reportagem, por isso os nomes não devem ser tratados como oficialmente eleitos antes da confirmação da Justiça Eleitoral.
A eleição ainda não terminou
Apesar do encerramento da votação deste domingo, as Eleições 2026 ainda terão uma segunda etapa.
No dia 25 de outubro, os eleitores voltarão às urnas para escolher o presidente da República entre Lula e Flávio Bolsonaro e, nos estados onde houver segundo turno para governador, também definirão o comando do Executivo estadual.
Para Santa Catarina, porém, a disputa majoritária já está encerrada: Jorginho Mello foi reeleito governador, enquanto Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro foram eleitos para o Senado.
O foco nacional agora se desloca para a disputa presidencial, que entra oficialmente em sua reta final com dois candidatos e três semanas até a votação decisiva.
