Enfermeiro é preso em SC suspeito de usar profissão para beneficiar facção criminosa dentro de presídio

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Um enfermeiro foi preso preventivamente na manhã de sábado (15), em Chapecó, durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O profissional é investigado por suspeita de colaborar com uma facção criminosa e facilitar a entrada de celulares e drogas no sistema prisional de Santa Catarina.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação “Cura”, conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em conjunto com forças de segurança. A ordem foi expedida pela Vara Estadual de Organizações Criminosas após solicitação da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC).

Investigação apontou suspeita de atuação dentro do sistema prisional

A prisão preventiva foi solicitada depois da análise de materiais e documentos recolhidos durante uma operação de busca e apreensão realizada em Chapecó.

Segundo as informações divulgadas pelo MPSC, os elementos obtidos durante a investigação reforçaram a suspeita de que o profissional teria utilizado sua atividade na área da saúde para facilitar o ingresso de telefones celulares e substâncias entorpecentes em unidades prisionais.

Ainda conforme a investigação, a atuação teria ocorrido em benefício de uma organização criminosa.

Após ser preso, o enfermeiro foi encaminhado ao sistema prisional de Chapecó, onde permanece à disposição da Justiça.

Como o processo tramita sob sigilo, novas informações sobre a investigação e seus possíveis desdobramentos dependem de eventual liberação do conteúdo dos autos.

Operação integra estratégia de combate às facções

A prisão faz parte das ações de repressão qualificada desenvolvidas pelo Ministério Público de Santa Catarina contra organizações criminosas.

Entre as iniciativas está o Projeto Kratos, estruturado em cinco frentes prioritárias: captura de alvos investigados pelo GAECO, prisão de envolvidos em crimes contra a vida, recaptura de lideranças que violam tornozeleiras eletrônicas, prisão de criminosos sexuais e prevenção de ataques em escolas por meio de inteligência cibernética.

O trabalho envolve o cruzamento de informações e ações de campo.

O GAECO atua como força-tarefa coordenada pelo MPSC e reúne integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.

Já o GEFAC é formado por promotores especializados no enfrentamento de crimes considerados de alta complexidade e gravidade praticados por organizações criminosas em Santa Catarina.

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