Recém-liberada do uso de tornozeleira eletrônica, mulher é suspeita de agredir servidoras em unidade de saúde de SC

Destaque Polícia

Uma mulher de 30 anos é investigada por suspeita de agredir duas servidoras do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Balneário Camboriú na tarde desta quarta-feira (5). O caso ocorreu após um desentendimento relacionado a um atendimento na unidade de saúde localizada na Rua Ceará, no bairro dos Estados.

Segundo a Prefeitura de Balneário Camboriú, a mulher procurou o local para realizar um exame de raio-X panorâmico, mas foi informada de que o procedimento não é realizado naquela unidade. Após receber a orientação, teria iniciado uma discussão que terminou em agressões físicas contra duas profissionais, de 23 e 46 anos, sendo uma delas enfermeira.

As duas servidoras sofreram lesões leves, receberam atendimento, registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil e foram encaminhadas para exame de corpo de delito.

Ainda conforme a administração municipal, o filho da mulher, de 9 anos, também teria participado da confusão e precisou ser contido por servidores que estavam no local.

A Guarda Municipal foi acionada para atender a ocorrência. Durante o atendimento, a mulher apresentou um vídeo e afirmou que uma funcionária teria danificado seu veículo. Ela também alegou que seu filho foi agredido durante o episódio.

As servidoras, por outro lado, relataram que a paciente se exaltou após ser informada de que não poderia realizar o atendimento solicitado naquele momento e, em seguida, teria partido para as agressões.

Diante das versões apresentadas e do interesse das partes em representar criminalmente, todos os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. A ocorrência foi registrada como lesão corporal leve dolosa e dano, sendo lavrado um termo circunstanciado na Central de Plantão Policial de Balneário Camboriú.

Em nota oficial, a Prefeitura informou que está prestando assistência médica e psicológica às servidoras envolvidas e repudiou qualquer ato de violência contra profissionais da rede pública. O município também informou que a alegação de dano ao veículo será apurada por meio de processo administrativo.

A mulher responde atualmente a uma ação penal por tráfico de drogas na 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú. Ela foi presa em flagrante em abril de 2025, quando a Polícia Militar apreendeu aproximadamente 3,5 quilos de maconha, 196 gramas de skunk, além de uma balança de precisão, tesoura e rolos de papel filme.

Na ocasião, a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico em razão de a acusada possuir três filhos menores de 12 anos.

Em junho de 2026, a Justiça revogou a prisão preventiva, a prisão domiciliar e o uso da tornozeleira eletrônica, decisão tomada em sentido contrário ao parecer do Ministério Público, que defendia a manutenção do monitoramento. Na decisão, o magistrado destacou que a acusada possuía endereço conhecido, estava assistida por advogado e havia apresentado justificativas relacionadas ao cumprimento das medidas cautelares.

O processo por tráfico segue em tramitação, com audiência de instrução e julgamento marcada para 1º de dezembro de 2026. Já a ocorrência registrada no Centro de Especialidades Odontológicas continua sendo investigada pela Polícia Civil.

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