Discussão entre prefeito e presidente da Câmara sobre obras e diárias termina com saída da tribuna em SC

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A sessão da Câmara de Vereadores de Celso Ramos, realizada na noite de segunda-feira (3), foi marcada por um intenso bate-boca entre o prefeito Alecsandro Pelozatto, o Kinho (União Brasil), e o presidente do Legislativo municipal, vereador Tiago Maravai (PSD). O debate girou em torno da execução de obras pela administração, do uso de diárias em viagens oficiais e da relação entre os Poderes Executivo e Legislativo.

Durante o uso da tribuna, Kinho respondia a questionamentos sobre investimentos realizados pelo município quando foi interrompido pelo presidente da Câmara. A troca de falas elevou o tom da sessão. Em determinado momento, Tiago Maravai afirmou que poderia encerrar o pronunciamento do prefeito, dizendo que “quem manda na casa sou eu”. Em resposta, Kinho questionou: “Tem medo da verdade?”.

A principal cobrança apresentada durante o debate dizia respeito às obras executadas pela atual gestão. Ao responder, o prefeito citou como exemplos uma escola concluída, a pavimentação de uma rua em direção ao Demeneque e a aquisição do terreno destinado ao parque municipal, afirmando que as duas últimas iniciativas foram realizadas com recursos próprios da prefeitura.

Na sequência, Kinho afirmou que aguardou cerca de 30 dias por uma resposta ao pedido para utilizar a tribuna da Câmara e questionou o presidente do Legislativo sobre o motivo da demora. Tiago Maravai rebateu a declaração e afirmou possuir comprovação de que o prefeito teria recusado uma oportunidade anterior para se manifestar.

O debate também passou a abordar os gastos com diárias para viagens oficiais. O prefeito afirmou que o presidente da Câmara realizou três viagens a Brasília e declarou que os valores destinados às diárias ultrapassariam R$ 25 mil em 2025. Segundo Kinho, caberia ao vereador explicar à população os resultados obtidos com essas viagens.

Em resposta, Tiago Maravai contestou as acusações e afirmou que, caso o prefeito considerasse haver qualquer irregularidade, deveria apresentar denúncia ao Ministério Público. Em seguida, questionou os gastos do próprio chefe do Executivo com diárias oficiais.

O prefeito não informou o valor durante a sessão e respondeu que as informações poderiam ser consultadas nos registros públicos, acrescentando que estava apenas prestando esclarecimentos à população.

Outro ponto discutido foi o relacionamento entre a Prefeitura e os vereadores. Questionado sobre quantas reuniões havia realizado com os parlamentares desde o início do mandato, Kinho afirmou ter promovido “três ou quatro reuniões”, resposta que motivou nova manifestação do presidente da Câmara.

Já na parte final da sessão, o prefeito agradeceu o espaço concedido, afirmou que a Prefeitura permanece aberta ao diálogo com os vereadores e anunciou que precisaria deixar o plenário para cumprir outro compromisso previamente agendado.

O presidente da Câmara solicitou que Kinho permanecesse para responder aos questionamentos dos demais parlamentares, afirmando que sua saída poderia ser interpretada como falta de disposição para esclarecer os temas debatidos. O prefeito voltou a dizer que não tinha receio de responder às perguntas, mas deixou a tribuna antes do encerramento da discussão.

A sessão foi concluída sem o anúncio de qualquer medida oficial relacionada ao desentendimento. As imagens do debate passaram a circular nas redes sociais e repercutiram entre moradores da região.

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