Se num soneto
coubesse sua alma inteira
levasse-a para o espaço
e brincasse na poeira
de saturno e depois plutão
no retorno espacial
pousasse na lua
para tirar uma selfie sem razão
pular de satelite em satelite
e na escuridão da noite
admirar o brilho das estrelas
que moram logo depois de vênus;
coração de criança
que vê sempre esperança
a voar, a imaginar
a dançar ciranda
e no momento
de felicidade,
se eternizar;

