A sensação plena
Da relva secar
Canta até a mente notar
Que um simples arfar
Faz sentir a vastidão
De poder amar
De saber que mesmo que eu siga sem rumo
Te encontrar é destino
Do qual sei estar condenado a perseguir
Até um dia chegar ao teu suspiro
Se em montanhas
Pudesse estar
Suprir a altura
Das lembranças
Que é te contemplar
Me acalentaria
Alguma lágrima
Tu secar-me então.
Diga amor, onde abrigas tanta verossimilhança?
Quantos flocos de neve uniriam nossa recíproca bonança?
Construirei um castelo das neves
De eterna ordem e simetria
Para esquentar as almas
Que nos darão simpatia um dia
Farei um mundo encantador
Para seus olhos de pura magia
Morar
Chorar
Descansar
Se aconchegar…
Por isso eternizemos
No derretimento de cada alma
Cada segundo em que tivemos certeza
Que felizes viveríamos
Existe algo que protege cada estrela
Que já esteve a parar
De nos iluminar
E você estar aqui
Entre o medo
Entre o rancor, fazendo brotar a luta,
Vir a pureza, intensidade.
Me torna a ver
Em meio a turbulência,
A própria trancendência
Do seu corpo
Ondas
vidas vividas
Inúmeros planetas
Inúmeras histórias cujo sentido
É morrer com um sentido
Inúmeros corações felizes
Cujo sentido é serem atrizes
Com os inúmeros passos
Que conseguiram nos conectar
Em amor, sem pesar
Em brisas fortes mostrar
Na conexão com a luz do luar
Que você é poder
É viver, é calor
E o mais puro prazer
Como se cada segundo
Valesse nas incertezas
Atravessar o mar
Valesse pingos de chuvas na gripe
O cansar do trabalho, medo e pesar
Para poder enfim estar com você.
A sensação plena
Da relva cantar
Cresce até a mente notar
Que a mais simples vastidão
Faz sentir o amor
De poder seguir sem rumo
De saber que se eu seguir sem meu arfar
Te encontrar é um suspiro
Do qual sei estar abençoado a perseguir
Até um dia chegar ao nosso destino.
E quando montanhas
Pudermos contemplar
Acalentar a dor
E acalmar a saudade
Que é contigo estar
Me cairia uma lagrima
Para no seu calor
Tu secar então.

