São rosas colhidas
Antes da hora na neblina
Mas nunca tarde demais
No poente do sol;
O vento sopra até depois
Do seu último sussurro;
Das cores que o formam
Para dar espaço ao escuro;
Ainda haverá sombra
Em cada um de nós:
Seguirá para o norte
Enfrente sempre
A luta
O luto
Luta dores;
Heróis eternos
Àqueles que sonham
Da curva à fora
Pois o céu
é pequenino demais
a estes
Então, não se assuste
se algum dia,
Por um descuido
de um pingo de
chuva seu rosto tocar
E estremecer-te inteiro
O ponto nunca é final;
Autoria de: Gustavo Rático

