Bebê internada com fraturas e agressões: casal é condenado pela morte da criança em Campos Novos

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A Justiça condenou a mãe e o padrasto da bebê Vitória, de 8 meses, pelo crime de maus-tratos com resultado morte. O caso aconteceu em agosto de 2025 e teve grande repercussão na região Meio-Oeste de Santa Catarina. A informação sobre a condenação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pela delegada de Campos Novos, Fernanda Gehlen da Silva.

Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança foi condenada a 20 anos, 2 meses e 19 dias de prisão. Já o padrasto recebeu pena de 17 anos, 7 meses e 16 dias de reclusão. Ambos deverão cumprir a sentença em regime inicialmente fechado.

Além da responsabilização pela morte da bebê, o casal também foi condenado por maus-tratos contra outra criança da família, um menino de 3 anos.

Os dois seguem presos preventivamente desde o dia 23 de agosto de 2025. Apesar da condenação, a decisão judicial ainda permite recurso.

O caso começou a ser investigado na madrugada de 20 de agosto de 2025, quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência no Hospital Universitário Santa Terezinha. A bebê deu entrada na unidade hospitalar apresentando diversos sinais de agressões físicas.

Conforme a investigação, a mãe, que tinha 21 anos na época, procurou inicialmente atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), afirmando que a filha estava com febre e dificuldades respiratórias. Após avaliação clínica, a criança foi transferida para o hospital em Joaçaba.

Exames realizados pela equipe médica apontaram múltiplas lesões, incluindo fraturas antigas e recentes nas costelas, no fêmur e em um dos braços, além de lesão pulmonar. Diante da gravidade do quadro, a bebê precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou por procedimento cirúrgico.

Durante o andamento das investigações, a Polícia Civil identificou contradições nos relatos apresentados pela mãe. Segundo os investigadores, ela teria omitido inicialmente a presença do companheiro, padrasto da criança, que morava com a família e também teve participação no caso.

A bebê era moradora de Campos Novos, mas estava em Herval d’Oeste no dia em que morreu.

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