O Espelho e a Coruja

Entre Linhas e Versos Destaque

Defronte ao espelho
Enxergo o infinito,
Milhões de partículas
Indo e vindo
Sem direção;
Moléculas pequenas
Transitando na
contramão do relógio
Em busca de uma saída;

o infinito está lá,
Inerte parado abstrato;
Na própria peça criada
Sem roteiro a ser seguido
Nem um salto sequer
De uma possível diversão;

E em sua inquietude
À ligação de tudo
Permeia as asas
De uma coruja,
Batendo à liberdade
De um tempo
Que só anda
Para trás;

Defronte ao espelho
Enxergo o infinito,
Mas não, eu;

Autoria de: Gustavo Rático

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