“Não queria ter”: bolsa rompe, mãe não busca socorro e bebê é achado morto no box de banheiro em SC

Destaque Polícia

Navegantes, Santa Catarina: Um caso trágico e estarrecedor mobilizou equipes de socorro e de segurança pública nesta quarta-feira (22). Um bebê de 39 semanas foi encontrado sem vida no box do banheiro de uma residência após a mãe, de 29 anos, realizar o parto sozinha, contrariando diversas orientações médicas.

Ocorrência e Tentativa de Socorro

De acordo com os relatos das equipes de emergência, a mulher deu à luz no piso do chuveiro de sua casa e cortou o cordão umbilical do recém-nascido utilizando uma tesoura multiuso comum, de cozinha.

Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou ao local, a criança já se encontrava sem sinais vitais. Os socorristas trabalharam intensamente por 40 minutos com manobras de reanimação, mas o bebê não resistiu. O óbito foi confirmado ainda na residência.

Histórico Médico e Negligência

As apurações iniciais apontam que a tragédia foi precedida por um longo histórico de acompanhamento médico que foi ignorado. A mulher não sofria de desinformação: ela realizou o pré-natal completo, com 12 consultas registradas no sistema de saúde.

  • Gestação de Alto Risco: Desde o início do mês de abril, os médicos já haviam alertado a gestante sobre os riscos de sua condição, indicando a necessidade estrita de que o parto fosse induzido e realizado no hospital.

  • Omissão de Socorro: A bolsa amniótica da mulher rompeu na noite anterior ao trágico desfecho. Mesmo ciente do risco e da iminência do parto, ela escolheu não procurar assistência médica, não chamou socorro e permaneceu em casa.

Declaração Chocante e Investigação Policial

Após a confirmação da morte do bebê, a mulher foi levada ao hospital da cidade. No local, demonstrou frieza e declarou à equipe de profissionais de saúde, sem demonstrar emoção ou arrependimento: “Não queria ter este bebê”.

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu um inquérito para investigar rigorosamente o caso. Atualmente, a mulher permanece internada sob custódia da Polícia Militar. A determinação das autoridades é de que, assim que receber alta hospitalar, ela seja encaminhada diretamente à delegacia para ser autuada e responder criminalmente por seus atos.

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