Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (22) apura um esquema de entrada irregular de dispositivos eletrônicos no sistema prisional de Joinville. A investigação aponta o possível envolvimento de um advogado na facilitação do acesso de smartwatches a detentos.
De acordo com as apurações, os relógios inteligentes teriam sido levados ao interior da unidade prisional e escondidos em um espaço destinado a atendimentos jurídicos. Posteriormente, os equipamentos seriam recolhidos por internos e distribuídos dentro do presídio.
A ação faz parte de uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio de outros órgãos de segurança. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de reunir provas e identificar todos os envolvidos no esquema.
As investigações tiveram início após informações repassadas pela direção da unidade prisional ao Ministério Público. A suspeita é de que os dispositivos eram utilizados pelos detentos como forma de comunicação com o meio externo, o que é proibido dentro do sistema carcerário.
Ainda segundo os órgãos responsáveis, o advogado investigado teria se valido de suas prerrogativas profissionais para acessar áreas internas da unidade e facilitar a entrada dos equipamentos. Há também indícios de participação de outras pessoas, incluindo possível apoio externo para o repasse de informações.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, materiais considerados relevantes para o andamento do inquérito foram apreendidos e serão submetidos à perícia. O objetivo é aprofundar a apuração, esclarecer a dinâmica do esquema e verificar a existência de uma eventual organização criminosa por trás da prática.
O caso segue sob investigação e poderá resultar na responsabilização dos envolvidos conforme o avanço das diligências.

